segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Orientações para entrega de trabalho 2010 (1º,2º e 3º E.M.)

• Todo trabalho deve ser entregue na data estipulada pelo professor, não será recolhido após a data de entrega, a não ser com apresentação de atestado.
• Tomar cuidado com o tema da pesquisa e também o que é solicitado no trabalho.
• Todo trabalho deverá ser manuscrito e com no mínimo 2 laudas (páginas) e no máximo 4 laudas.
• Deverá ser feito em folha de almaço contendo Capa e Folha de Rosto. Na Capa deve vir O nome da Escola na parte superior, o Título no centro e na parte inferior deve vir à série, a turma e o ano vigente, na Folha de Rosto deve vir o nome da Escola na parte superior o Título no Centro e no Canto inferior direito os nomes números dos alunos em ordem, a série, a turma, nome do professor e a disciplina(Capa e Folha de rosto são as unicas partes do trabalho que podem ser e devem ser digitadas).
• Todo trabalho deve ter conclusão de no mínimo meia página(quando solicitado).
• Todo aluno ao entregar o trabalho deve assinar a lista de entrega.
• Nos trabalhos em grupo o responsável ou representante do grupo deverá assinar a lista de entrega.
• Analisa-se no trabalho o capricho e como também o zelo com a limpeza e a caligrafia (escrever da forma legível).
• Avalia-se a capacidade analítica e sintética como o raciocínio lógico-argumentativo do aluno (início, desenvolvimento e conclusão), ou seja, clareza e distinção de idéias.
Obs: QUANDO A PESQUISA PUDER SER DIGITADA OS ALUNOS SERÃO COMUNICADO COM PREVIA ANTECEDÊNCIA.

Formas de avaliação do aluno durante o bimestre

 Prova Objetiva: 2,5 pontos (Uma por Bimestre e com data marcada pela direção e coordenação na semana do provão). “Observação nas turmas ‘2º e 3ºE.M.’ em que há somente uma aula a prova tem peso de 3,0 pontos”.
 Trabalho: 3,0 ou 3,5 pontos nos ‘1º E.M’ conforme o tipo de pesquisa. “Observação nas turmas ‘2º e 3ºE.M.’ em que há somente uma aula o trabalho tem peso de 3,0 pontos”.
 Atividade em sala: 1,0 ponto ou 2,0 pontos conforme a atividade.
 Atitude: 2,0 pontos (participação, respeito com os colegas e o professor, comportamento, caderno em ordem, responsabilidade, frequência).

Obs: Esta forma de avaliação está sujeita à modificação durante o ano letivo.
Ps: Estara disponível na secretaria da escola modelo de capa e folha de rosto para reprodução.


Bom Ano Letivo !!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Gabarito: Humanas. (1º, 2º e 3º Ensino Médio - Manhã)

1º Ensino Médio
1.b, 2.a, 3.d, 4.c, 5.b, 6.c, 7.d, 8.d, 9.a, 10.b, 11.d, 12.c, 13.b, 14.a, 15.d, 16.a, 17.b, 18.a, 19.a, 20.b, 21.a, 22.a, 23.b, 24.a, 25.c, 26.a, 27.b, 28.b, 29.d, 30.a, 31.b, 32.a, 33.c, 34.b, 35.a, 36.c, 37.b, 38.a, 39.b, 40.c.

2º Ensino Médio
1.b, 2.a, 3.c, 4.d, 5.b, 6.a, 7.d, 8.b, 9.c, 10.a, 11.d, 12.c, 13.b, 14.a, 15.d, 16.d, 17.c, 18.b, 19.a, 20.c, 21.a, 22.a, 23.b, 24.b, 25.c, 26.a, 27.b, 28.b, 29.d, 30.a, 31.b, 32.c, 33.b, 34.d, 35.a, 36.c, 37.b, 38.a, 39.b, 40.d.

3º Ensino Médio
1.b, 2.a, 3.c, 4.d, 5.a, 6.d. 7.c, 8.b, 9.a, 10.d, 11.a, 12.a, 13.b, 14.b, 15.c, 16.a, 17.b, 18.b, 19.d, 20.a, 21.d, 22.d, 23.b, 24.c, 25.d, 26.c, 27.d, 28.a, 29.b, 30.b, 31.b, 32.b, 33.a, 34.a, 35.c, 36.d, 37.a, 38.c, 39.b, 40.c, 41.b, 42.d, 43.a, 44.c, 45.a.

Gabarito: Exatas. (1º, 2º e 3º Ensino Médio - Manhã)

1º Ensino Médio
1.a, 2.c, 3.b, 4.d, 5.c, 6.c, 7.b, 8.b, 9.d, 10.c, 11.b, 12.d, 13.c, 14.a, 15.b, 16.d, 17.c, 18.a, 19.b, 20.c.

2º Ensino Médio
1.b, 2.c, 3.d, 4.b, 5.c, 6.d, 7.c, 8.b, 9.a, 10.c, 11.c, 12.d, 13.b, 14.c, 15.a, 16.c, 17.b e c (as duas alternativas estão corretas), 18.d, 19.d, 20.a.

3º Ensino Médio
1.b, 2.d, 3.d, 4.c, 5.a, 6.d, 7.c, 8.d, 9.b, 10.c, 11.b, 12.d, 13.d, 14.a, 15.b, 16.b, 17.c, 18.b, 19.c, 20.d, 21.b, 22.c, 23.b, 24.d, 25.b.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Resumo para o provão 3º E. Médio (4º Bimestre)

1. Platão e a Justa Desigualdade
A cidade de Atenas, no período de Platão era uma cidade – Estado com muitas desigualdades sociais. Seu regime político era a DEMOCRACIA DIRETA e ESCRAVISTA o direito a cidadania era dada ao homem livre nascido na cidade, ou seja, segundo os historiadores uma parcela de 10 % da população local.
Na sociedade ateniense havia três classes que organizavam a sociedade na atribuição da polis.

I. MAGISTRADOS: formado pelos governantes que elaboram as leis.
II. GUERREIROS: defender a cidade.
III. ARTIFICES ou TRABALHADORES: (artesãos, lavradores e comerciantes) responsáveis pelo provimento dos bens necessários a sobrevivência da cidade.

Segundo o filósofo ateniense não há desigualdade desde que cada cidadão seja encaminhado “educado” para sua função de acordo com a sua natureza (alma: racional, irascível ou concupiscente).
A cidade justa é organizada pela justa medida, ou seja, onde cada cidadão ocupa seu lugar designado por sua natureza.

1.2 Platão e a teoria da alma

O conceito de justiça de Platão é reforçada pela teoria da alma. De acordo com o pensamento platônico a alma humana é dividida em três partes e cada uma tem uma função específica:

I. RACIONAL: é a função da alma e responsável pelo conhecimento, localizada na cabeça.
II. IRASCÍVEL: é a parte que se irrita ou enraivece, sua função é defender o corpo contra o que pode ameaçar sua segurança localiza – se no peito.
III. CONCUPISCENTE: é responsável pela conservação do corpo (necessidades básica: comer, beber, reproduzir) localiza – se entre o abdômen e partes adjacentes.

O homem virtuoso é aquele em que cada parte da alma realiza na medida justa a função que lhe cabe, sob o domínio da parte racional.

Partes da alma / Função
Racional / pelo conhecimento.
Irascível / defender o corpo.
Concupiscente / necessidades básicas para sobrevivência do corpo.
Classes Sociais / Função / Virtude
Magistrados ou governantes / governar com sabedoria / prudência
Guerreiros / defender a cidade / fortaleza e coragem
Artifices ou trabalhadores / satistazer as necessidades do corpo / temperança


2. Filosofia e Ciência

2.1 Filosofia e Ciência uma origem comum e um destino de separação

No florescimento da Filosofia, quer dizer em sua origem não havia uma distinção entre Filosofia e Ciência. A Filosofia era considerada o conjunto de todos os conhecimentos: físicos e metafísicos, pois a Filosofia tem como objeto de estudo o Todo, ou seja, a totalidade da realidade.
Antigamente o mundo era compreendido a partir de duas questões (problemas): o homem e a natureza. A Filosofia buscava dar respostas para estes dois problemas. Com o advento do Período Medieval a Filosofia começa a perder seu domínio, pois a Igreja Católica inicia o processo de fragmentação do conhecimento com a TEOLOGIA (Ciência que estuda Deus). Já na Idade Média a Física, Matemática, Biologia e outras ciências começam a ter uma maior autonomia em relação a Filosofia delimitando seu campo de investigação.
Entre os séculos XVI e XVII os cientistas percebem que com a Ciência é possível observar a natureza para se verificara as hipóteses, comprovando ou negando seus experimentos.
Em meados do século XIX a Ciência exige do cientista a neutralidade em seus estudos, pois a subjetividade pode comprometer o e experimento científico, ao contrário a Filosofia pede para que o filósofo se posicione em relação ao objeto de estudo.
Por fim, a Filosofia questiona o método científico, o processo de conhecimento como um todo, refletindo sobre o valor e o sentido da vida e a existência humana.

Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 3. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Resumo para o provão 2º E. Médio (4º Bimestre)

1. Tornar-se indivíduo

1.1 Paul Ricoeur

Nasceu em Valence (1913) e morreu em Chatenay Malabry (2005); filósofo francês do período que seguiu a II Guerra Mundial. Estudou na Université Paris Sorbonne – Paris IV - França, na Université Catholique de Louvain – Belgica e foi pesquisador na Yale University – EUA.

1.2 Como nós pensamos o indivíduo?

• Indivíduo possui duas dimensões (1) como membro de uma sociedade, (2) ser independente e autônomo “sentido moral”
• Homem é um indivíduo autônomo e independente.
• Paul Ricoeur questiona o processo de individualização. Como nos individualizamos? Nos individualizamos através da LINGUAGEM.
A LINGUAGEM é o ponto de partida; por meio dela nos expressamos e dizemos o mundo, ou seja, é a uma forma de colocar para fora aquilo que pensamos. Através da linguagem o ser humano é capaz de dizer o indivíduo de três formas:

I. DESCRIÇÕES DEFINIDAS: existe um entrecruzamento de categorias para designar um indivíduo “O executivo que sempre compra o jornal de esportes”
EXECUTIVO: de todos os executivos nos referimos ao que sempre compra o jornal de esportes.
JORNAL DE ESPORTES: de todas as pessoas do mundo nos referimos ao indivíduo que sempre compra o jornal.

II. NOMES PRÓPRIOS: definição específica e permanente (singularidade do indivíduo) “Luis eu me refiro ao Luis, resta me especificar suas propriedades: O Luis da casa azul da esquina.”

III. INDICADORES: que podem ser pronomes pessoais (eu e tu); pronome demonstrativo (isto e aquilo); advérbio de lugar (aqui e além); advérbio de tempo (amanhã e agora); além de outras categorias gramaticais.
Os indicadores são diferentes dos nomes porque podem designar seres diferentes.

1.3 Ipseidade

A IPSEIDADE é a fala que usamos para dizer o que pertence ao indivíduo à sua singularidade. Aquilo que entre os vários de uma espécie, diferencia um só.
Somos seres que nos caracterizamos por intuir o mundo pela linguagem. Ela nos proporciona o que somos: seres que fazem uso desta linguagem para se expressar, ouvir e interpretar.
Dizer quem somos: quem é este (eu), para falar deste (eu) temos que narrar e ao narrar somos obrigados a dizer a ação desse sujeito.


2. A sujeição

2.1 Michel Foucault (1926 – 1984)

Michel Foucault nasceu em Poitiers (15 de junho de 1926) e morreu em Paris (25 de junho de 1984). Graduou – se em Filosofia pela École Normale Supérieure em 1948 estudou também psicologia, história e medicina.
O Filósofo estruturalista foi um dos idealizadores do Departamento de Filosofia da Universidade Paris – Vincennes (Paris – VIII). Levaria consigo para este departamento os filósofos: Gilles Deleuze, François Châtelet. Em 1970 assume a cátedra de História dos Sistemas de Pensamentos no Collège de France ministrando seus cursos até sua morte em 1984.
Foucault militava a favor das causas sociais participando dos protestos estudantis daquele período e em 1971 criou o GIP (Grupo de Informações sobre Prisões).

Obras:
História da Loucura na Idade Clássica - 1961
Arqueologia do Saber - 1969
Vigiar e Punir - 1975
História da Sexualidade (3 volumes0
1. A Vontade de Saber – 1976
2. O Uso dos Prazeres – 1984
3. O Cuidado de Si – 1984

2.2 Vigiar e Punir

Na Idade Moderna o corpo se torna alvo de dois tipos de pesquisas (1) anátomo – metafísica e outra (2) técnico – política.
A relação corpo anátomo – metafísica busca entender as funções do corpo procurando compreender como um conjunto moral. Exemplo: braço. O que é? Para que serve? Como funciona? Qual sua função biológica e moral? Esta forma de observar o corpo era sobre tudo dos médicos e filósofos.
O corpo observado a partir da visão técnico - política encaminha o corpo para adaptar – se ao ideal de vida social, utilizando técnicas para fazer com que a pessoa fosse capaz produzir algo, exemplo: como transformar uma pessoa molenga em um atleta ou como fazer um trabalhador produzir mais em menor tempo.
É possível perceber que Foucault observa as técnicas usadas para dominar e domesticar o corpo na Idade Moderna.

2.3 Práticas disciplinadoras das Instituições Modernas

A) DISTRIBUIÇÃO: colocar o indivíduo em um lugar escolhido por nós.
• Construir muros e cercas para separar as pessoas do contato com a sociedade para evitar problemas.
• Separar em grupos fazer com que cada um encontre seu espaço.
• Lugar funcional colocar a pessoa em um espaço em que possa ser vigiada.
Toda a separação tem um ideal de fila para prevalecer a hierarquia.

B) Controle de Tempo
• Pelos horários: hora para chegar, sair, almoçar...
• Marcar o tempo de sua ação: quantas peças o funcionário produz em uma hora.
• Disciplinar o corpo: para fazer bem feito.
• Adaptar o corpo aos objetos.

C) Controle de Gêneses
• Separar o veterano do aprendiz.
• Necessidade de exercícios: separar aqueles que precisam treinar mais para melhorar seu desempenho.
• Testes para medir a habilidade.
• Dar atividade conforme as habilidades de cada um.

D) Recursos para um Bom Adestramento
• Vigilância: observar para corrigir ou punir.
• Sanção: formas de punir as pessoas que não cumprem seus deveres.
• Exame: ao saber que vão ser testados os indivíduos se autovigiam.
• Documentação: produzir o histórico da pessoa.


Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

Site: http://pt.wikepedia.org/wiki/Michel_Foucault acessado em 10 de novembro de 2009.

REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia. Vol 3. São Paulo, Paulus. 2005. p. 949-952.

Revista: Discutindo Filosofia. Escala Educacional. Ano 1. Nº 6.

OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

Resumo para o provão 1º E. Médio (4º Bimestre)

1. Introdução à Filosofia da Religião (Deus e a Razão)

1.1 Deus como causa do mundo

Vamos analisar os conceitos sobre Deus a partir de alguns filósofos.
Platão: diz que não há um deus criador de tudo, mas existe um responsável pela organização do mundo denominado por Platão de Demiurgo (Artífice) que criou o mundo material “imperfeito” ao contemplar o mundo perfeito das Ideias.

Aristóteles: Deus é o primeiro motor “tudo o que é movido é movido por alguma outra coisa”, e o primeiro motor movimenta todas as coisas e não é movido por nada. Na obra Metafísica o primeiro motor é denominado THEÓS (Deus em grego) pelo filósofo estagirita.

Plotino: Deus é uno e as coisas que emanam desta fonte não se separam dela. O mundo é parte de Deus.

Filosofia Cristã: a ideia de que o mundo emana de Deus não é fundamentada, por que Deus é puro, homogêneo e não pode ser dividido. “Ao criar Deus estava separado do mundo.”

1.2 Deus não pode ser provado pela razão

Na História da Filosofia muitos pensadores utilizaram a razão para provar a existência de Deus como Aristóteles (Primeiro Motor), São Tomás de Aquino (Inteligência Ordenadora).
Segundo o filósofo Immanuel Kant a razão é limitada em vários aspectos, sendo assim, com a razão o homem não prova a existência de Deus, mas no livro Crítica da Razão Prática o filósofo alemão diz que a racionalidade objetiva está envolvida com a vontade.
É na VONTADE livre que podemos provar a existência de Deus.
A VONTADE é a consciência moral é o DEVER que está ligado ao real e ao bem, portanto esta busca pelo bem nos leva a Deus, pois Deus é o sumo bem.


2. Filosofia Política

2.1 As várias formas de pensar o Estado

Para falar sobre as diversas formas de refletir sobre o Estado é necessário analisar o conceito de Cidade-Estado: é uma organização política baseada na cidadania, formada por homens livres (cidadãos), estrangeiros e escravos, era uma forma de organização política do mundo grego antigo.
Na Grécia a Cidade-Estado de Atenas tinha um maior destaque, pois ali imperava uma nova forma de governo a DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, em que o homem livre (cidadão) tinha o direito de participar da vida pública defendendo seus direitos na ágora (praça) em debates com os demais cidadãos. O que diferencia a democracia do mundo antigo da democracia praticada hoje? A democracia hoje é representativa eu elejo alguém para me representar nas decisões da administração do Estado.


2.2 Platão (427-347 a.C.)

Na visão de Platão a democracia tem falhas, pois os bem-nascidos mantinham o poder e a corrupção. Sendo assim, propôs repensar a política da forma que fosse praticado a justiça.
Platão pensa o Estado de maneira organicista (como se fosse um organismo vivo “um homem gigantesco”) por isso, a cidade possui uma divisão em três classes, como o homem que também tem uma alma tripartida.

2.2.1 As partes da alma na visão platônica

Segundo o filósofo grego a alma é divida em três partes.
1. Parte racional: responsável pelo uso da razão.

Partes irracionais
2. Irascível: responsável pelos impulsos e desejos.
3. Concupiscente: responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir...)

Cada parte da alma corresponde a uma classe social na organização da cidade. E também para o filósofo ateniense cada parte da alma tem sua localização: a racional na cabeça, a irascível no tórax e a concupiscente no abdômen e partes adjacentes.

2.2.2 Organização do Estado

Para o ateniense a organização da cidade ocorre na divisão em três classes e o cidadão era direcionado para uma destas classes de acordo com educação recebida e também conforme a natureza de sua alma (racional, irascível ou concupiscente).
A divisão das classes:
1. Magistrados e governantes: seram escolhidas para seu cargo devido sua capacidade RACIONAL, eram responsáveis por governar com sabedoria.
2. Guerreiros: são encontrados entre os que tinham coragem e força (IRASCÍVEL) sua responsabilidade é proteger a cidade com fortaleza.
3. Trabalhadores ou artífices: (artesãos, comerciantes e agricultores) que estariam entre as pessoas temperantes, equilibradas que refreiam seus desejos (CONCUPISCENTE), responsáveis por prover as necessidades da cidade.
Segundo Platão cada classe seria constituída por meio da educação e não mais pelo nascimento.


3. O Leviatã de Thomas Hobbes

3.1 Thomas Hobbes (1588-1679)

Hobbes nasceu em Westport (Inglaterra) era filho de uma família humilde e foi apoiado pelo tio, estudou na Universidade de Oxford e tornou-se preceptor de Carlos II futuro rei da Inglaterra. Era defensor ferrenho do absolutismo (poder centralizado na mão do monarca).

3.2 O Pacto Social

Hobbes fazia parte do grupo dos filósofos contratualista (acredita que o Estado nasce de um pacto ou contrato social entre os homens).
Segundo o filósofo inglês há dois bens fundamentais para o homem: (1) a vida e sua conservação, (2) os valores são convencionais.
Para preservar a própria vida o homem cria o PACTO SOCIAL que é um acordo entre os homens para a criação do Estado, ou seja, os homens saem do ESTADO DE NATUREZA e se dirigem ao ESTADO CIVIL ao transferir seus poderes junto com outros os homens para um homem ou uma assembleia de homens para manter a paz.

3.3 O Estado de natureza

O Britânico Hobbes afirma que os homens são egoístas “homo homini lupus” “o homem é lobo do homem”, pois os homens estão em constante guerra entre si “bellum ominum contra omnes” a “guerra de todos contra todos”.
Neste estado de natureza cada homem sobrevive com medo de perder a própria vida

3.4 Como evitar a guerra de todos contra todos?

Para evitar a guerra o homem utiliza a razão para realizar a paz e manter a vida, descobrindo as leis gerais que protegem a vida (LEI NATURAL) que nascem da razão humana.

3.5 O Estado Civil

Os seres humanos pactuam entre si para viver em paz, transferindo seus direitos ao Leviatã (Estado) que é representado por um ou uma assembleia de homens.


4. O Espírito das Leis (Montesquieu 1689 – 1755)

Montesquieu foi um dos grandes teóricos do liberalismo político de sua época além de jurista, diplomata etc...

4.1 O Espírito das Leis

• Analisa as causas da política (como funciona?).
• Através da razão cada povo cria suas leis e normas.
• Pensa vida política inspirado na ciência.

4.2 Os tipos de governo

• REPÚBLICA: poder é do povo.
• MONARQUIA: poder é do rei sob a lei.
• DESPÓTICO: a soberania esta nas mãos de uma pessoa que obedece a sua vontade.

4.3 Os três poderes

• EXECUTIVO: (presidente, governadores e prefeitos) eles executam as leis.
• LEGISLATIVO: (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores) eles legislam em suas câmaras criando as leis.
• JUDICIÁRIO: (magistrados) cabe a eles julgarem os processos nas varias instâncias da justiça.


Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 3. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009