quarta-feira, 9 de junho de 2010

Resumo para o provão 2º E. M. (2º Bimestre 2010)

1. Introdução à ética.

1.1. O que é a ética e a moral?

Ética: é uma investigação, ou seja, uma reflexão filosófica sobre o agir humano e seu valor.
Moral: é um conjunto de princípios e regras definidas por uma sociedade.

1.2. Diferenças entre ética e moral.

Ética: define o que é bom e o que é mau, segundo as circunstâncias.
Moral: define o que é bom e o que é mau, antes das ações.

1.3. Critérios éticos de Sócrates. Aristóteles e Epicuro.

1.3.1. Os critérios de Sócrates

Essência do homem: é sua alma inteligente, por isso fazer o bem é conhecer essa alma inteligente.

Virtude: é a ciência (conhecimento).
Vício: é o que contraria a virtude, ou seja, a ignorância.

1.3.2. Os critérios de Aristóteles

Aristóteles: O homem é sua alma inteligente e sua finalidade é a felicidade.

 O que é a felicidade do homem?
Desenvolver sua racionalidade.

Segundo Aristóteles a alma é dividida em três partes:
a) Vegetativa: responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir, reproduzir).
b) Sensitiva: ligada as sensações e ao movimento.
c) Intelectiva: responsável pelo uso da razão (pensamento).

Felicidade: deve ocorrer em todas as partes da alma e o conhecimento deve fazer com que não haja exagero em qualquer parte da alma.

Virtude: é o equilíbrio.
Vicio: é o desequilíbrio.

1.3.3. Os critérios de Epicuro

Para Epicuro o prazer é o princípio ético da vida, por isso, o bem é o prazer e o mal é aquilo que causa dor e sofrimento.

Escolha do Homem: deve evitar a dor e o sofrimento e por isso a razão deve levar a busca do prazer.

Virtude: Prazer
Vicio: é a dor e o sofrimento.


2. A liberdade

2.1. Destino e determinismo

Destino: significa que o homem está determinado, não pode escolher para onde vai, o que fazer.
Algo decide por nós. E não há nada que possamos fazer para mudar o futuro ou o presente, pois tudo já foi decidido (determinado).

2.2. Liberdade

Liberdade: é teoria pela qual temos a escolha de agir de uma forma ou de outra. É decidir e agir como se quer sem uma determinação casual.


3. Introdução à Teoria do Indivíduo

3.1. O indivíduo possessivo em John Locke

O filósofo inglês John Locke nasceu em Wrington em 1632 morreu em Essex em 1704. É um dos defensores do empirismo inglês (corrente filosófica que defende que nascemos como uma tabula rasa “folha em branco” e adquirimos o conhecimento a partir da experiência).

3.1.1. O indivíduo possessivo
Locke e outros filósofos contratualistas (Hobbes e Rousseau) pensavam a vida do homem em sua origem, o que eles denominavam de estado de natureza.
Segundo John Locke no estado de natureza os homens são livres, não dependem da vontade dos outros homens, vivem em situação de igualdade, pois recebem as mesmas vantagens da natureza. Neste estado a vida era instituída por lei própria, e a razão é a lei natural por excelência que os homens devem respeitar, ou seja, ela a razão era o que norteava todos os princípios deste estado de natureza. E os homens no estado de natureza viviam em situação de paz.

3.1.2. O que faz o homem sair do estado de natureza e criar a sociedade
Quando o homem subjulga outro homem impondo sua vontade instala –se o estado de guerra. E para recuperar a paz que é uma das características do estado natural utilizaria o “poder político”.
O poder político tem como função fazer o homem que vivia em estado de natureza a viver em sociedade com uma organização de governos e leis, preservando a liberdade que o bem maior no estado de natureza.

Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 1. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.


OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

Resumo para o provão 1º E. M. (2º Bimestre 2010)

1. Períodos da História da Filosofia

1.1 O que é a História da Filosofia?

História da filosofia:
Introduz a Filosofia na história compreendendo a tradição, tendo objetivos e problemas próprios inserido em épocas e lugares.

1.2 Períodos da História da Filosofia

a) Filosofia Antiga: divide – se em quatro períodos (Pré – socrático, Socrático, Sistemático, Helenístico).
Sua principal característica no início se volta para a cosmologia, depois com Sócrates, Platão e Aristóteles a investigação filosófica gira em torno das questões éticas e antropológicas, e no seu final se da na relação inicial entre o cristianismo e a Filosofia.

b) Filosofia Medieval: a característica fundamental é a discussão entre a fé e a razão, ou seja, separar o que pertence a Deus e o que pertence aos homens.

c) Filosofia Moderna: preocupa – se com o homem racional e livre, as mudanças políticas e a confiança na ciência empírica.
A Igreja Católica começa a perder a hegemonia que perdurou por toda a idade média.

d) Filosofia Contemporânea: Inspira – se na Revolução Francesa e na Revolução Industrial e no processo de desumanização do homem.


2. Introdução à Filosofia da Ciência

2.1. Dedução e Indução

A dedução é uma inferência em que se parte do universal para o particular. Ela é uma atividade lógica – racional (pensamento) e é somente ela que valida o conhecimento científico. A maior parte das pessoas partem do senso comum pensam que a ciência é validada pela experiência, mas é um engano terrível porque a ela é validada somente pela razão (dedução).
Por indução entende-se um método de pensamento em que se parte do particular para o universal. A indução está ligada a experiência (observação), a partir dela cria-se uma lei.

Observe os blocos de informações (A, A1, A2) e (B)

Bloco A
(1 Premissa) Todo cão tem asas e voa.
(2 Premissa) Rex é um cão.
(Conclusão) Logo, Rex tem asas e voa.


Bloco A1
(1 Premissa) Todo A é B.
(2 Premissa) Todo C é A.
(Conclusão) Logo, todo C é B

Bloco A2
(1 Premissa) Todo HOMEM (A) é MORTAL (B).
(2 Premissa) SÓCRATES (C) é HOMEM (A).
(Conclusão) Logo, SÓCRATES (C) é MORTAL (B).

Os blocos (A, A1 e A2) acima são um exemplos clássicos de deduções válidas, o que valida estas inferências é a estrutura em que se parte de uma ideia universal (todo) para uma ideia particular (Rex, que é um cão particular) aplica - se este mesmo racíocinio dedutivo aos outros exemplos A1 1 A2.

Bloco B
(1 Premissa) Alguns cães são raivosos.
(2 Premissa) Rex é um cão.
(Conclusão) Logo, todos os cães são raivosos.

O bloco B é uma indução em que os argumentos são incompletos, pois utilizam duas afirmações (premissas) particulares e tenta-se chegar a uma conclusão generalizada.

2.2. David Hume e conceito não crítico da ciência quando se usa a indução

O filósofo escocês David Hume nasceu em Edimburgo em 1711 e morreu no ano de 1776 na mesma cidade. Segundo o escocês as Ideias nascem da experiência e a mente se constitui de percepções que se dividem em: impressões que são as percepções mais vivas (experiência) como ouvir, ver, tocar... e as ideias que são recordações percepções mais fracas (lembrar do gosto do chocolate, lembrar da dor que sentiu ao quebrar a perna).
Para Hume o problema maior da indução é formular teorias a partir de experiências (observação) ao se repetir as mesmas condições tenta-se prever um acontecimento.

2.2.1. A ciência versus a indução

A ciência é uma atividade racional (dedutiva, lógica), enquanto a indução parte exclusivamente da experiência, esta pode até parecer racional, mas não ela está envolvida com os sentidos.
Ex: Não é por que eu vejo o sol nascer todos os dias, ele terá que nascer amanhã. A natureza não se submete as experiências ou a razão humana.

2.2.2. Os problemas da indução.

 A observação como fonte objetiva (será que vemos, sentimos, ouvimos da mesma maneira?).
 A relação entre teoria e experiência.

2.3. O falsificacionismo

Karl Popper(1902 – 1994) é um dos filósofos defensor desta teoria, atribuindo que o valor do conhecimento científico não vem da experiência, mas na possibilidade da teoria ser falseada (contrariada).
Para os falsificasionistas a teoria precede a experiência, por isso toda explicação é hipotética, mas é a melhor que temos para explicar tal fenômeno. Também segundo os filósofos que seguem esta corrente filosófica da ciência, a teoria deve ser falseada muitas vezes; quanto mais uma teoria pode ser falseada, melhor será. Ao ser contrariada (falseada) a teoria pode ser melhorada ou jogada fora.

2.3.1. Os critérios para uma boa teoria segundo o falsificacionismo

Para os falsificacionistas existem três critério que tornam uma teoria muito boa.
 A teoria tem que ser clara e precisa; quanto mais específica melhor.
 Deve permitir a falsificabilidade; quanto mais melhor.
 Deve ser ousada, para permitir o progresso científico e um aprofundamento da realidade.
As teorias que não podem ser falseadas não são boas teorias, pois não contribuem em nada no processo científico. Por exemplo: o quadrado tem quatro lados iguais (esta teoria nada acrescenta de novo a ciência), seu eu contrariar dizendo que o quadrado não tem quatro lados iguais, não estaríamos falando de um quadrado, é impossível imaginar tal absurdo.

2.4. O progresso da ciência

Para os falsificacionistas a ciência progride pela tentativa de superar a teoria. Mas para o físico americano Thomas Kuhn a ciência é uma atividade racional e humana, por isto é perpassada pelos problemas relativos à dimensão humana.

2.4.1. Pensar a ciência com base a racionalidade e os problemas humanos

Segundo Kuhn a ciência pode ser refletida seguindo uma linha que mostra o processo do desenvolvimento científico: (1) pré – ciência, (2) ciência normal, (3) crise, (4) revolução científica e (5) nova ciência normal.
Para Thomas Kuhn o conceito principal é o de paradigma que é o modelo de ciência normal. Os cientistas orientam suas pesquisas nestes modelos para preservar a verdade científica e tudo o que não se encaixa neste paradigma é considerado anomalia.

Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 1. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Resumo para o provão 1º Ensino Médio (1ºBim - 2010)

1. Porque estudar Filosofia?

1.1 O que é Filosofia?
Filosofia
: é uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, a partir da análise dos pressupostos do pensar e do agir.
Reflexão crítica: pensar com critérios, analisar seu processo de pensar e de agir no mundo.

1.2 Para que serve o estudo da Filosofia?
Filosofia: é uma reflexão crítica (instrumento de trabalho) que visa auxiliar o adolescente (conhecimento e ação) no processo de formação da formação da cidadania (objetivo)

Filosofia
• Reflexão crítica (instrumento)
• Cidadania (objetivo final)

1.3 Etimologia da palavra Filosofia
Etimologia: e o estudo relacionado a origem da palavra, onde ela surgiu.

A Filosofia (philosophia) é uma palavra de origem grega que significa: amigo da sabedoria.
philo= vem da palavra “philia” = amigo, amante, amor fraterno.
sophia= sabedoria.

1.4 Filósofos: Sócrates, Platão e Aristóteles

Sócrates (469 – 399 a.C.)
• Nasceu e morreu em Atenas.
• O ponto fundamental de sua filosofia é o autoconhecimento “conhece – te a ti mesmo”.
• Sua Filosofia se desenvolveu através do diálogo crítico dividido em duas etapas: Ironia e Maiêutica
Ironia: Sócrates formula perguntas para seu interlocutor, fingindo ser totalmente ignorante, enfatizando a sabedoria da outra pessoa, inserindo muitas perguntas ingênuas para envolver o seu oponente em contradições sem solução.
Maiêutica: é o parto das idéias, Sócrates faz as pessoas tirarem de dentro da sua alma a sabedoria que estava dentro de si.
• Foi condenado a morte bebendo cicuta sob a acusação de corromper a juventude e por não crer nos deuses da cidade.

Platão (427 – 347 a.C)
• Nasceu e morreu em Atenas
• Pertencia a uma família de aristocratas que faziam parte do processo político de Atenas.
• Conheceu Sócrates na juventude e se tornou seu discípulo, sua intenção era aprender Filosofia para utilizar na carreira política, mas depois da condenação de Sócrates a morte pela democracia ateniense acaba ficando desiludido com a política de Atenas.
Teoria das Ideias: procura explicar como se desenvolve o processo do conhecimento no homem. Ele divide a realidade me dois pólos um chamando de mundo sensível (nosso mundo real) que é somente de aparência por isso o conhecimento neste mundo só temos opinião, observamos unicamente as imagens das idéias verdadeiras; outro pólo e o mundo das idéias, ou seja, o mundo verdadeiro real onde existem as ideias que são a realidade definitiva e a Ideia do Bem e a mais alta na hierarquia neste mundo pensado por Platão. Segundo o filósofo grego o mundo sensível é de aparência, pois ele foi plasmado por um deus artífice chamado Demiurgo que contemplou a realidade verdadeira (Mundo da Ideias) e criou a mundo sensível.

Aristóteles (384 – 322 a.C)
• Nasceu em Estagira (Macedônia)
• Aos 18 anos conheceu Platão e se tornou seu discípulo ao ingressar na academia platônica em Atenas.
• No ano de 335 a.C. fundou sua escola o Liceu em Atenas; como Aristóteles era estrangeiro ele não poderia utilizar qualquer estabelecimento para sua escola. Ele dava as aulas caminhando por isso seus alunos eram chamados de peripatéticos “aqueles que caminham”.
• Foi professor de Alexandre o Grande.

SER: era concebido através dos conceitos de Ato e Potência
Ato: manifestação atual do Ser
Potência: capacidade de vir a ser

2. Introdução ao empirismo e ao criticismo
Empirismo
: corrente filosófica que defende a aquisição do conhecimento através dos sentidos (experiência sensorial), temos como representante John Locke

Criticismo: doutrina Kantiana que estuda as condições de validade e os limites do uso que podemos fazer de nossa razão.

2.1 John Locke (1632 – 1704)
• Filósofo inglês
• Afirmava que as ideias são formadas através da experiência dos sentidos.

Ensaio acerca do entendimento humano (1690)
Para John Locke a mente é um papel branco sem qualquer ideia, por isso ele questiona de onde apreendemos as matérias da razão e do conhecimento, chega a conclusão que o conhecimento nasce da experiência.

Experiência: possibilita o conhecimento e fazemos experiência dos objetos sensíveis externos e também das operações internas da mente.

2.2 Immanuel Kant (1724 – 1804)
• Filósofo alemão
• Criou o criticismo para investigar as possibilidades do conhecimento (julgar e estabelecer os limites da razão)

Crítica da Razão Pura (1781, 1787 2ªed.)
Neste livro Kant afirma na distinção entre o conhecimento puro e o empírico que o conhecimento nasce da experiência, mas ele se questiona se existe um conhecimento independente da experiência.
Kant chega a conclusão de que existe duas formas de conhecimento:

A. Conhecimento a posteriori: é fundado e posterior a experiência.
B. Conhecimento a priori: é independente, anterior e distinto da experiência.

Resumo para o provão 2º Ensino Médio (1ºBim - 2010)

1.O Eu Racional

1.1 René Descartes (1596 – 1650)
• Nasceu em La Haye (França)
• Morreu em Estocolmo (Suécia)
• É considerado pai da Filosofia Moderna

Projeto Filosófico

O filósofo René Descartes queria criar um novo modelo de ciência para buscar a verdade, pois acreditava que a ciência antiga era errada. No livro Discurso Sobre o Método o filósofo francês afirma que o bom senso (razão) faz parte do homem, mas comete falhas ao usar incorretamente a razão o que conduz ao erro.
Descartes buscou criar um método para chegar a uma verdade absoluta que é a dúvida hiperbólica.

Dúvida: método para chegar a uma ideia clara e distinta.
Duvida é pensar.

Regras do método cartesiano
• Idéias claras e distintas
• Decompor o problema
• Reconstruir do simples para o complexo
• Enumerar, rever todo o processo

Meditações metafísicas
• Nota com clareza que duvida e se duvida pensa.
• Cogito ergo sum (penso, logo existo)

Toda a teoria de Descartes é firmada pelo (penso, logo existo).

1.2 Como pensamos?
A filosofia divide esta atividade em três partes: juízo, percepção e razão.
• Juízo: atividade intelectual de escolha, avaliação e decisão.
• Percepção: é o exame da sensação, podemos a partir disso conhecer o mundo.
• Razão: é a lógica, ou seja, as regras do pensar.
Ex: ao comprar o carro eu uso o juízo ao escolher a cor, o modelo, o preço; ao sair pra fazer um teste drive você pode perceber se o carro é macio, confortável, se é estável nas curvas e por fim utilizo a razão ao criar uma estratégia para negociar a melhor forma de pagar.

2. Introdução à Ética

• Ética é uma investigação, é uma reflexão filosófica sobre o agir humano e seu valor.
• Moral é um conjunto de princípios e regras definidas por uma sociedade.

Resumo para o provão 3º Ensino Médio (1ºBim - 2010)

1. O preconceito em relação à Filosofia

1.1 Definição de Filosofia
Filosofia: é uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, a partir da analise dos pressupostos do pensar e do agir, portanto, como fundamentação teórica e critica dos conhecimentos e das práticas. (PCN)

1.2 Tales de Mileto (fl. C. 585 a. C.)
• Foi o indicador da physis
Physis: natureza no “sentido moderno”; realidade primeira e originária de fundamental no “sentido antigo”
• Afirmou que o princípio (arché) causa das coisas que são é a água.

1.3 Pré – Socráticos
• A denominação é puramente cronológica criada para designar os filósofos que vieram antes de Sócrates.
• Preocupavam investigar o princípio que dá origem a todas as coisas, construindo uma explicação racional para suas indagações sobre a origem do mundo, do cosmos (universo).
• Buscavam dar uma explicação racional para a natureza a partir dela mesmo para ir ao encontro da origem do cosmos.
• Eram conhecidos como cosmológos ou filósofos da natureza.

1.4. Sócrates (469 – 399 a. C.)
• Nasceu e morreu em Atenas.
• Sua problemática distingue dos Pré – Socráticos (buscava uma explicação racional para a origem da natureza) enquanto o filósofo ateniense muda seu foco para as questões do homem (antropológica) da polis como a ética, política e sociedade.
• Em 399 a. C. foi condenado a morte bebendo cicuta, por corromper a juventude e não crer nos deuses da cidade.
• O ponto fundamental de sua filosofia é o autoconhecimento “conhece – te a ti mesmo”.
• Sua Filosofia se desenvolveu através do diálogo crítico dividido em duas etapas: Ironia e Maiêutica
Ironia: Sócrates formula perguntas para seu interlocutor, fingindo ser totalmente ignorante, enfatizando a sabedoria da outra pessoa, inserindo muitas perguntas ingênuas para envolver o seu oponente em contradições sem solução.
Maiêutica: é o parto das idéias, Sócrates faz as pessoas tirarem de dentro da sua alma a sabedoria que estava dentro de si.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sociedade do medo!!!

No século XVI na Inglaterra mais precisamente em uma aldeia de Westport nasceu o filósofo Thomas Hobbes, sua teoria política é o que mais fascina os pesquisadores do pensamento hobbeseano como o prof. Dr. Renato Janine Ribeiro, Docente da cátedra de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH – USP) tendo uma vasta obra sobre Hobbes em português, espanhol e francês (quem tiver curiosidade acesse o site http://www.renatojanine.pro.br ). Hobbes é um filósofo contratualista partindo da ideia de que o estado civil nasceu de uma convenção ou pacto social entre os homens para preservar o direito natural “jusnaturalismo” de cada indivíduo (vida, liberdade e igualdade) e o papel do Estado é garantir a paz preservando o direito de cada cidadão.
Segundo Hobbes no Do cidadão nos vivemos em um Estado de Guerra, “homo homini lupus” em que os homens vivem em constante estado de medo, pois a natureza os dissociou tornado – os capazes de atacar uns aos outros.
Segundo o filósofo inglês os homens nascem iguais e está situação fomenta o estado de guerra, pois não é possível saber qual a intenção do outros homens, portanto cada indivíduo fica em constante alerta em relação aos outros homens. A atitude perante esta situação é a violência eu devo atacar e acabar com ameaça constante dos outros homens para preservar minha própria vida, vendo por esta perspectiva a atitude humana é egocêntrica.
E Hobbes continua afirmando este Estado de Guerra, pois os homens desconfiam de todos instalando assim uma guerra de todos contra todos.
Posso até me equivocar ao comparar a atual sociedade com a sociedade egoísta que Hobbes descreve tão bem em seus escritos, pois hoje saímos nas ruas em constante alerta com medo de ser atacado por alguém que vem usurpar nossos bens materiais (dinheiro, carro, celular, bolsa...). E esquecemos que devemos proteger nosso bem maior a vida o que e muitas vezes é retirada por marginais que tem mais direitos que o cidadão trabalhador que vive trancado em sua casa privando-se de sua LIBERDADE, de sua VIDA PLENA e sua IGUALDADE isto de fronte aos meandros da justiça brasileira que infelizmente ainda não é a ideal ou igualitária para todas.
Na atual conjuntura brasileira e possível observar corrupção na vida política (dinheiro na cueca, compra de panetones...), a adulteração de combustíveis, o colapso da saúde, da educação e dos valores morais corrompidos por banalidades consumistas.
Hodiernamente a sociedade é fruto do nosso egoísmo e não mudou muito a atitude comportamental do homem do século de Hobbes até o presente momento histórico, e também nos faz refletir sobre o papel do Estado que não mudou muito em sua forma de proceder desde sua releitura pelos homens modernos e que ainda na atualidade não garante os direitos e a paz na sociedade.
Em qual, momento falhamos na administração da res publica? (entender res publica no seu termo mais específico da língua latina como coisa pública) Quando deixamos o egoísmo predominar em nossa razão ou quando por “ignorância” pensamos que o público é um bem privado promovendo a corrupção e ao provocar tal atitude o homem faz com que o medo reine na sociedade (as injustiças provocam o medo no homem atual).
A partir disto retomo a questão do papel do Estado que é fazer com que o homem alcance o Bem Comum e que este seja propagado para todos os cidadãos minorando os dilemas causados pelas classes sociais em nosso tempo. Portanto cabe a cada cidadão zelar pelo cumprimento do papel do
Estado importando – se com o Bem Comum deixando de lado os “ismos” que infelizmente fazem do ser humano um ser voltado para si e que não sabe viver ou conviver em sociedade preferindo ter uma vida de guerras constantes do que praticar o direito e zelando pela paz.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Orientações para entrega de trabalho 2010 (1º,2º e 3º E.M.)

• Todo trabalho deve ser entregue na data estipulada pelo professor, não será recolhido após a data de entrega, a não ser com apresentação de atestado.
• Tomar cuidado com o tema da pesquisa e também o que é solicitado no trabalho.
• Todo trabalho deverá ser manuscrito e com no mínimo 2 laudas (páginas) e no máximo 4 laudas.
• Deverá ser feito em folha de almaço contendo Capa e Folha de Rosto. Na Capa deve vir O nome da Escola na parte superior, o Título no centro e na parte inferior deve vir à série, a turma e o ano vigente, na Folha de Rosto deve vir o nome da Escola na parte superior o Título no Centro e no Canto inferior direito os nomes números dos alunos em ordem, a série, a turma, nome do professor e a disciplina(Capa e Folha de rosto são as unicas partes do trabalho que podem ser e devem ser digitadas).
• Todo trabalho deve ter conclusão de no mínimo meia página(quando solicitado).
• Todo aluno ao entregar o trabalho deve assinar a lista de entrega.
• Nos trabalhos em grupo o responsável ou representante do grupo deverá assinar a lista de entrega.
• Analisa-se no trabalho o capricho e como também o zelo com a limpeza e a caligrafia (escrever da forma legível).
• Avalia-se a capacidade analítica e sintética como o raciocínio lógico-argumentativo do aluno (início, desenvolvimento e conclusão), ou seja, clareza e distinção de idéias.
Obs: QUANDO A PESQUISA PUDER SER DIGITADA OS ALUNOS SERÃO COMUNICADO COM PREVIA ANTECEDÊNCIA.

Formas de avaliação do aluno durante o bimestre

 Prova Objetiva: 2,5 pontos (Uma por Bimestre e com data marcada pela direção e coordenação na semana do provão). “Observação nas turmas ‘2º e 3ºE.M.’ em que há somente uma aula a prova tem peso de 3,0 pontos”.
 Trabalho: 3,0 ou 3,5 pontos nos ‘1º E.M’ conforme o tipo de pesquisa. “Observação nas turmas ‘2º e 3ºE.M.’ em que há somente uma aula o trabalho tem peso de 3,0 pontos”.
 Atividade em sala: 1,0 ponto ou 2,0 pontos conforme a atividade.
 Atitude: 2,0 pontos (participação, respeito com os colegas e o professor, comportamento, caderno em ordem, responsabilidade, frequência).

Obs: Esta forma de avaliação está sujeita à modificação durante o ano letivo.
Ps: Estara disponível na secretaria da escola modelo de capa e folha de rosto para reprodução.


Bom Ano Letivo !!!!