1. Tornar-se indivíduo
1.1 Paul Ricoeur
Nasceu em Valence (1913) e morreu em Chatenay Malabry (2005); filósofo francês do período que seguiu a II Guerra Mundial. Estudou na Université Paris Sorbonne – Paris IV - França, na Université Catholique de Louvain – Belgica e foi pesquisador na Yale University – EUA.
1.2 Como nós pensamos o indivíduo?
• Indivíduo possui duas dimensões (1) como membro de uma sociedade, (2) ser independente e autônomo “sentido moral”
• Homem é um indivíduo autônomo e independente.
• Paul Ricoeur questiona o processo de individualização. Como nos individualizamos? Nos individualizamos através da LINGUAGEM.
A LINGUAGEM é o ponto de partida; por meio dela nos expressamos e dizemos o mundo, ou seja, é a uma forma de colocar para fora aquilo que pensamos. Através da linguagem o ser humano é capaz de dizer o indivíduo de três formas:
I. DESCRIÇÕES DEFINIDAS: existe um entrecruzamento de categorias para designar um indivíduo “O executivo que sempre compra o jornal de esportes”
EXECUTIVO: de todos os executivos nos referimos ao que sempre compra o jornal de esportes.
JORNAL DE ESPORTES: de todas as pessoas do mundo nos referimos ao indivíduo que sempre compra o jornal.
II. NOMES PRÓPRIOS: definição específica e permanente (singularidade do indivíduo) “Luis eu me refiro ao Luis, resta me especificar suas propriedades: O Luis da casa azul da esquina.”
III. INDICADORES: que podem ser pronomes pessoais (eu e tu); pronome demonstrativo (isto e aquilo); advérbio de lugar (aqui e além); advérbio de tempo (amanhã e agora); além de outras categorias gramaticais.
Os indicadores são diferentes dos nomes porque podem designar seres diferentes.
1.3 Ipseidade
A IPSEIDADE é a fala que usamos para dizer o que pertence ao indivíduo à sua singularidade. Aquilo que entre os vários de uma espécie, diferencia um só.
Somos seres que nos caracterizamos por intuir o mundo pela linguagem. Ela nos proporciona o que somos: seres que fazem uso desta linguagem para se expressar, ouvir e interpretar.
Dizer quem somos: quem é este (eu), para falar deste (eu) temos que narrar e ao narrar somos obrigados a dizer a ação desse sujeito.
2. A sujeição
2.1 Michel Foucault (1926 – 1984)
Michel Foucault nasceu em Poitiers (15 de junho de 1926) e morreu em Paris (25 de junho de 1984). Graduou – se em Filosofia pela École Normale Supérieure em 1948 estudou também psicologia, história e medicina.
O Filósofo estruturalista foi um dos idealizadores do Departamento de Filosofia da Universidade Paris – Vincennes (Paris – VIII). Levaria consigo para este departamento os filósofos: Gilles Deleuze, François Châtelet. Em 1970 assume a cátedra de História dos Sistemas de Pensamentos no Collège de France ministrando seus cursos até sua morte em 1984.
Foucault militava a favor das causas sociais participando dos protestos estudantis daquele período e em 1971 criou o GIP (Grupo de Informações sobre Prisões).
Obras:
História da Loucura na Idade Clássica - 1961
Arqueologia do Saber - 1969
Vigiar e Punir - 1975
História da Sexualidade (3 volumes0
1. A Vontade de Saber – 1976
2. O Uso dos Prazeres – 1984
3. O Cuidado de Si – 1984
2.2 Vigiar e Punir
Na Idade Moderna o corpo se torna alvo de dois tipos de pesquisas (1) anátomo – metafísica e outra (2) técnico – política.
A relação corpo anátomo – metafísica busca entender as funções do corpo procurando compreender como um conjunto moral. Exemplo: braço. O que é? Para que serve? Como funciona? Qual sua função biológica e moral? Esta forma de observar o corpo era sobre tudo dos médicos e filósofos.
O corpo observado a partir da visão técnico - política encaminha o corpo para adaptar – se ao ideal de vida social, utilizando técnicas para fazer com que a pessoa fosse capaz produzir algo, exemplo: como transformar uma pessoa molenga em um atleta ou como fazer um trabalhador produzir mais em menor tempo.
É possível perceber que Foucault observa as técnicas usadas para dominar e domesticar o corpo na Idade Moderna.
2.3 Práticas disciplinadoras das Instituições Modernas
A) DISTRIBUIÇÃO: colocar o indivíduo em um lugar escolhido por nós.
• Construir muros e cercas para separar as pessoas do contato com a sociedade para evitar problemas.
• Separar em grupos fazer com que cada um encontre seu espaço.
• Lugar funcional colocar a pessoa em um espaço em que possa ser vigiada.
Toda a separação tem um ideal de fila para prevalecer a hierarquia.
B) Controle de Tempo
• Pelos horários: hora para chegar, sair, almoçar...
• Marcar o tempo de sua ação: quantas peças o funcionário produz em uma hora.
• Disciplinar o corpo: para fazer bem feito.
• Adaptar o corpo aos objetos.
C) Controle de Gêneses
• Separar o veterano do aprendiz.
• Necessidade de exercícios: separar aqueles que precisam treinar mais para melhorar seu desempenho.
• Testes para medir a habilidade.
• Dar atividade conforme as habilidades de cada um.
D) Recursos para um Bom Adestramento
• Vigilância: observar para corrigir ou punir.
• Sanção: formas de punir as pessoas que não cumprem seus deveres.
• Exame: ao saber que vão ser testados os indivíduos se autovigiam.
• Documentação: produzir o histórico da pessoa.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Site: http://pt.wikepedia.org/wiki/Michel_Foucault acessado em 10 de novembro de 2009.
REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia. Vol 3. São Paulo, Paulus. 2005. p. 949-952.
Revista: Discutindo Filosofia. Escala Educacional. Ano 1. Nº 6.
OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Resumo para o provão 1º E. Médio (4º Bimestre)
1. Introdução à Filosofia da Religião (Deus e a Razão)
1.1 Deus como causa do mundo
Vamos analisar os conceitos sobre Deus a partir de alguns filósofos.
Platão: diz que não há um deus criador de tudo, mas existe um responsável pela organização do mundo denominado por Platão de Demiurgo (Artífice) que criou o mundo material “imperfeito” ao contemplar o mundo perfeito das Ideias.
Aristóteles: Deus é o primeiro motor “tudo o que é movido é movido por alguma outra coisa”, e o primeiro motor movimenta todas as coisas e não é movido por nada. Na obra Metafísica o primeiro motor é denominado THEÓS (Deus em grego) pelo filósofo estagirita.
Plotino: Deus é uno e as coisas que emanam desta fonte não se separam dela. O mundo é parte de Deus.
Filosofia Cristã: a ideia de que o mundo emana de Deus não é fundamentada, por que Deus é puro, homogêneo e não pode ser dividido. “Ao criar Deus estava separado do mundo.”
1.2 Deus não pode ser provado pela razão
Na História da Filosofia muitos pensadores utilizaram a razão para provar a existência de Deus como Aristóteles (Primeiro Motor), São Tomás de Aquino (Inteligência Ordenadora).
Segundo o filósofo Immanuel Kant a razão é limitada em vários aspectos, sendo assim, com a razão o homem não prova a existência de Deus, mas no livro Crítica da Razão Prática o filósofo alemão diz que a racionalidade objetiva está envolvida com a vontade.
É na VONTADE livre que podemos provar a existência de Deus.
A VONTADE é a consciência moral é o DEVER que está ligado ao real e ao bem, portanto esta busca pelo bem nos leva a Deus, pois Deus é o sumo bem.
2. Filosofia Política
2.1 As várias formas de pensar o Estado
Para falar sobre as diversas formas de refletir sobre o Estado é necessário analisar o conceito de Cidade-Estado: é uma organização política baseada na cidadania, formada por homens livres (cidadãos), estrangeiros e escravos, era uma forma de organização política do mundo grego antigo.
Na Grécia a Cidade-Estado de Atenas tinha um maior destaque, pois ali imperava uma nova forma de governo a DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, em que o homem livre (cidadão) tinha o direito de participar da vida pública defendendo seus direitos na ágora (praça) em debates com os demais cidadãos. O que diferencia a democracia do mundo antigo da democracia praticada hoje? A democracia hoje é representativa eu elejo alguém para me representar nas decisões da administração do Estado.
2.2 Platão (427-347 a.C.)
Na visão de Platão a democracia tem falhas, pois os bem-nascidos mantinham o poder e a corrupção. Sendo assim, propôs repensar a política da forma que fosse praticado a justiça.
Platão pensa o Estado de maneira organicista (como se fosse um organismo vivo “um homem gigantesco”) por isso, a cidade possui uma divisão em três classes, como o homem que também tem uma alma tripartida.
2.2.1 As partes da alma na visão platônica
Segundo o filósofo grego a alma é divida em três partes.
1. Parte racional: responsável pelo uso da razão.
Partes irracionais
2. Irascível: responsável pelos impulsos e desejos.
3. Concupiscente: responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir...)
Cada parte da alma corresponde a uma classe social na organização da cidade. E também para o filósofo ateniense cada parte da alma tem sua localização: a racional na cabeça, a irascível no tórax e a concupiscente no abdômen e partes adjacentes.
2.2.2 Organização do Estado
Para o ateniense a organização da cidade ocorre na divisão em três classes e o cidadão era direcionado para uma destas classes de acordo com educação recebida e também conforme a natureza de sua alma (racional, irascível ou concupiscente).
A divisão das classes:
1. Magistrados e governantes: seram escolhidas para seu cargo devido sua capacidade RACIONAL, eram responsáveis por governar com sabedoria.
2. Guerreiros: são encontrados entre os que tinham coragem e força (IRASCÍVEL) sua responsabilidade é proteger a cidade com fortaleza.
3. Trabalhadores ou artífices: (artesãos, comerciantes e agricultores) que estariam entre as pessoas temperantes, equilibradas que refreiam seus desejos (CONCUPISCENTE), responsáveis por prover as necessidades da cidade.
Segundo Platão cada classe seria constituída por meio da educação e não mais pelo nascimento.
3. O Leviatã de Thomas Hobbes
3.1 Thomas Hobbes (1588-1679)
Hobbes nasceu em Westport (Inglaterra) era filho de uma família humilde e foi apoiado pelo tio, estudou na Universidade de Oxford e tornou-se preceptor de Carlos II futuro rei da Inglaterra. Era defensor ferrenho do absolutismo (poder centralizado na mão do monarca).
3.2 O Pacto Social
Hobbes fazia parte do grupo dos filósofos contratualista (acredita que o Estado nasce de um pacto ou contrato social entre os homens).
Segundo o filósofo inglês há dois bens fundamentais para o homem: (1) a vida e sua conservação, (2) os valores são convencionais.
Para preservar a própria vida o homem cria o PACTO SOCIAL que é um acordo entre os homens para a criação do Estado, ou seja, os homens saem do ESTADO DE NATUREZA e se dirigem ao ESTADO CIVIL ao transferir seus poderes junto com outros os homens para um homem ou uma assembleia de homens para manter a paz.
3.3 O Estado de natureza
O Britânico Hobbes afirma que os homens são egoístas “homo homini lupus” “o homem é lobo do homem”, pois os homens estão em constante guerra entre si “bellum ominum contra omnes” a “guerra de todos contra todos”.
Neste estado de natureza cada homem sobrevive com medo de perder a própria vida
3.4 Como evitar a guerra de todos contra todos?
Para evitar a guerra o homem utiliza a razão para realizar a paz e manter a vida, descobrindo as leis gerais que protegem a vida (LEI NATURAL) que nascem da razão humana.
3.5 O Estado Civil
Os seres humanos pactuam entre si para viver em paz, transferindo seus direitos ao Leviatã (Estado) que é representado por um ou uma assembleia de homens.
4. O Espírito das Leis (Montesquieu 1689 – 1755)
Montesquieu foi um dos grandes teóricos do liberalismo político de sua época além de jurista, diplomata etc...
4.1 O Espírito das Leis
• Analisa as causas da política (como funciona?).
• Através da razão cada povo cria suas leis e normas.
• Pensa vida política inspirado na ciência.
4.2 Os tipos de governo
• REPÚBLICA: poder é do povo.
• MONARQUIA: poder é do rei sob a lei.
• DESPÓTICO: a soberania esta nas mãos de uma pessoa que obedece a sua vontade.
4.3 Os três poderes
• EXECUTIVO: (presidente, governadores e prefeitos) eles executam as leis.
• LEGISLATIVO: (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores) eles legislam em suas câmaras criando as leis.
• JUDICIÁRIO: (magistrados) cabe a eles julgarem os processos nas varias instâncias da justiça.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 3. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!
1.1 Deus como causa do mundo
Vamos analisar os conceitos sobre Deus a partir de alguns filósofos.
Platão: diz que não há um deus criador de tudo, mas existe um responsável pela organização do mundo denominado por Platão de Demiurgo (Artífice) que criou o mundo material “imperfeito” ao contemplar o mundo perfeito das Ideias.
Aristóteles: Deus é o primeiro motor “tudo o que é movido é movido por alguma outra coisa”, e o primeiro motor movimenta todas as coisas e não é movido por nada. Na obra Metafísica o primeiro motor é denominado THEÓS (Deus em grego) pelo filósofo estagirita.
Plotino: Deus é uno e as coisas que emanam desta fonte não se separam dela. O mundo é parte de Deus.
Filosofia Cristã: a ideia de que o mundo emana de Deus não é fundamentada, por que Deus é puro, homogêneo e não pode ser dividido. “Ao criar Deus estava separado do mundo.”
1.2 Deus não pode ser provado pela razão
Na História da Filosofia muitos pensadores utilizaram a razão para provar a existência de Deus como Aristóteles (Primeiro Motor), São Tomás de Aquino (Inteligência Ordenadora).
Segundo o filósofo Immanuel Kant a razão é limitada em vários aspectos, sendo assim, com a razão o homem não prova a existência de Deus, mas no livro Crítica da Razão Prática o filósofo alemão diz que a racionalidade objetiva está envolvida com a vontade.
É na VONTADE livre que podemos provar a existência de Deus.
A VONTADE é a consciência moral é o DEVER que está ligado ao real e ao bem, portanto esta busca pelo bem nos leva a Deus, pois Deus é o sumo bem.
2. Filosofia Política
2.1 As várias formas de pensar o Estado
Para falar sobre as diversas formas de refletir sobre o Estado é necessário analisar o conceito de Cidade-Estado: é uma organização política baseada na cidadania, formada por homens livres (cidadãos), estrangeiros e escravos, era uma forma de organização política do mundo grego antigo.
Na Grécia a Cidade-Estado de Atenas tinha um maior destaque, pois ali imperava uma nova forma de governo a DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, em que o homem livre (cidadão) tinha o direito de participar da vida pública defendendo seus direitos na ágora (praça) em debates com os demais cidadãos. O que diferencia a democracia do mundo antigo da democracia praticada hoje? A democracia hoje é representativa eu elejo alguém para me representar nas decisões da administração do Estado.
2.2 Platão (427-347 a.C.)
Na visão de Platão a democracia tem falhas, pois os bem-nascidos mantinham o poder e a corrupção. Sendo assim, propôs repensar a política da forma que fosse praticado a justiça.
Platão pensa o Estado de maneira organicista (como se fosse um organismo vivo “um homem gigantesco”) por isso, a cidade possui uma divisão em três classes, como o homem que também tem uma alma tripartida.
2.2.1 As partes da alma na visão platônica
Segundo o filósofo grego a alma é divida em três partes.
1. Parte racional: responsável pelo uso da razão.
Partes irracionais
2. Irascível: responsável pelos impulsos e desejos.
3. Concupiscente: responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir...)
Cada parte da alma corresponde a uma classe social na organização da cidade. E também para o filósofo ateniense cada parte da alma tem sua localização: a racional na cabeça, a irascível no tórax e a concupiscente no abdômen e partes adjacentes.
2.2.2 Organização do Estado
Para o ateniense a organização da cidade ocorre na divisão em três classes e o cidadão era direcionado para uma destas classes de acordo com educação recebida e também conforme a natureza de sua alma (racional, irascível ou concupiscente).
A divisão das classes:
1. Magistrados e governantes: seram escolhidas para seu cargo devido sua capacidade RACIONAL, eram responsáveis por governar com sabedoria.
2. Guerreiros: são encontrados entre os que tinham coragem e força (IRASCÍVEL) sua responsabilidade é proteger a cidade com fortaleza.
3. Trabalhadores ou artífices: (artesãos, comerciantes e agricultores) que estariam entre as pessoas temperantes, equilibradas que refreiam seus desejos (CONCUPISCENTE), responsáveis por prover as necessidades da cidade.
Segundo Platão cada classe seria constituída por meio da educação e não mais pelo nascimento.
3. O Leviatã de Thomas Hobbes
3.1 Thomas Hobbes (1588-1679)
Hobbes nasceu em Westport (Inglaterra) era filho de uma família humilde e foi apoiado pelo tio, estudou na Universidade de Oxford e tornou-se preceptor de Carlos II futuro rei da Inglaterra. Era defensor ferrenho do absolutismo (poder centralizado na mão do monarca).
3.2 O Pacto Social
Hobbes fazia parte do grupo dos filósofos contratualista (acredita que o Estado nasce de um pacto ou contrato social entre os homens).
Segundo o filósofo inglês há dois bens fundamentais para o homem: (1) a vida e sua conservação, (2) os valores são convencionais.
Para preservar a própria vida o homem cria o PACTO SOCIAL que é um acordo entre os homens para a criação do Estado, ou seja, os homens saem do ESTADO DE NATUREZA e se dirigem ao ESTADO CIVIL ao transferir seus poderes junto com outros os homens para um homem ou uma assembleia de homens para manter a paz.
3.3 O Estado de natureza
O Britânico Hobbes afirma que os homens são egoístas “homo homini lupus” “o homem é lobo do homem”, pois os homens estão em constante guerra entre si “bellum ominum contra omnes” a “guerra de todos contra todos”.
Neste estado de natureza cada homem sobrevive com medo de perder a própria vida
3.4 Como evitar a guerra de todos contra todos?
Para evitar a guerra o homem utiliza a razão para realizar a paz e manter a vida, descobrindo as leis gerais que protegem a vida (LEI NATURAL) que nascem da razão humana.
3.5 O Estado Civil
Os seres humanos pactuam entre si para viver em paz, transferindo seus direitos ao Leviatã (Estado) que é representado por um ou uma assembleia de homens.
4. O Espírito das Leis (Montesquieu 1689 – 1755)
Montesquieu foi um dos grandes teóricos do liberalismo político de sua época além de jurista, diplomata etc...
4.1 O Espírito das Leis
• Analisa as causas da política (como funciona?).
• Através da razão cada povo cria suas leis e normas.
• Pensa vida política inspirado na ciência.
4.2 Os tipos de governo
• REPÚBLICA: poder é do povo.
• MONARQUIA: poder é do rei sob a lei.
• DESPÓTICO: a soberania esta nas mãos de uma pessoa que obedece a sua vontade.
4.3 Os três poderes
• EXECUTIVO: (presidente, governadores e prefeitos) eles executam as leis.
• LEGISLATIVO: (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores) eles legislam em suas câmaras criando as leis.
• JUDICIÁRIO: (magistrados) cabe a eles julgarem os processos nas varias instâncias da justiça.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 3. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Enem 2009
Link para as provas.
Prova I: http://public.inep.gov.br/enem/enem2009_prova1.pdf
Prova II: http://public.inep.gov.br/enem/enem2009_prova2.pdf
Gabarito: http://public.inep.gov.br/enem/enem2009_gabaritos.pdf
Nova data para o Enem: 05 e 06 de dezembro
Prova I: http://public.inep.gov.br/enem/enem2009_prova1.pdf
Prova II: http://public.inep.gov.br/enem/enem2009_prova2.pdf
Gabarito: http://public.inep.gov.br/enem/enem2009_gabaritos.pdf
Nova data para o Enem: 05 e 06 de dezembro
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Trabalho para o 4° bimestre (3°E. Médio)
Ola meus querido!!!
Para este 4° bimestre o trabalho será realizado em grupo (5 a 8 pessoas). A atividade a ser desenvolvida será um relatório de leitura do texto “Reivindicar direitos segundo Rousseau” que está no seguinte link: http://www.iea.usp.br/iea/textos/nascimentorousseau.pdf
O trabalho deve conter:
· Capa (Nome da escola, título, série e ano);
· Folha de rosto (Nome da escola, título, nome dos componentes do grupo, seus números em ordem crescente, série e ano);
· Trabalho deve ser manuscrito; mínimo de uma lauda (folha) e máximo uma folha de almaço.
O trabalho será avaliado de 0,0 (zero) a 3,0 (três).
Datas para entrega:
3° A - Dia: 19/10/2009
3° B - Dia: 22/ 10/2009
3° C - Dia: 22/10/2009
3° D - Dia: 22/10/2009
Para este 4° bimestre o trabalho será realizado em grupo (5 a 8 pessoas). A atividade a ser desenvolvida será um relatório de leitura do texto “Reivindicar direitos segundo Rousseau” que está no seguinte link: http://www.iea.usp.br/iea/textos/nascimentorousseau.pdf
O trabalho deve conter:
· Capa (Nome da escola, título, série e ano);
· Folha de rosto (Nome da escola, título, nome dos componentes do grupo, seus números em ordem crescente, série e ano);
· Trabalho deve ser manuscrito; mínimo de uma lauda (folha) e máximo uma folha de almaço.
O trabalho será avaliado de 0,0 (zero) a 3,0 (três).
Datas para entrega:
3° A - Dia: 19/10/2009
3° B - Dia: 22/ 10/2009
3° C - Dia: 22/10/2009
3° D - Dia: 22/10/2009
Trabalho para o 4° bimestre (2°E. Médio)
Ola meus querido!!!
Para este 4° bimestre o trabalho será realizado em grupo (5 a 8 pessoas). A atividade a ser desenvolvida será um relatório de leitura do texto “Indústria Cultural revisando Adorno e Horkheimer” que está no seguinte link: http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/211.pdf
O trabalho deve conter:
· Capa (Nome da escola, título, série e ano);
· Folha de rosto (Nome da escola, título, nome dos componentes do grupo, seus números em ordem crescente, série e ano);
· Trabalho deve ser manuscrito; mínimo de uma lauda (folha) e máximo uma folha de almaço.
O trabalho será avaliado de 0,0 (zero) a 3,0 (três).
Datas para entrega:
2° A - Dia: 22/10/2009
2° B - Dia: 19/ 10/2009
2° C - Dia: 19/10/2009
2° D - Dia: 21/10/2009
2° E - Dia: 23/10/2009
2° F - Dia: 19/10/2009
2° G - Dia: 19/10/2009
Para este 4° bimestre o trabalho será realizado em grupo (5 a 8 pessoas). A atividade a ser desenvolvida será um relatório de leitura do texto “Indústria Cultural revisando Adorno e Horkheimer” que está no seguinte link: http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/211.pdf
O trabalho deve conter:
· Capa (Nome da escola, título, série e ano);
· Folha de rosto (Nome da escola, título, nome dos componentes do grupo, seus números em ordem crescente, série e ano);
· Trabalho deve ser manuscrito; mínimo de uma lauda (folha) e máximo uma folha de almaço.
O trabalho será avaliado de 0,0 (zero) a 3,0 (três).
Datas para entrega:
2° A - Dia: 22/10/2009
2° B - Dia: 19/ 10/2009
2° C - Dia: 19/10/2009
2° D - Dia: 21/10/2009
2° E - Dia: 23/10/2009
2° F - Dia: 19/10/2009
2° G - Dia: 19/10/2009
Trabalho para o 4° bimestre (1°E. Médio)
Ola meus querido!!!
Para este 4° bimestre o trabalho será realizado em grupo (5 a 8 pessoas). A atividade a ser desenvolvida será um relatório de leitura do texto “Etnocentrismo e Relativismo cultural” que está no seguinte link: http://www.unicap.br/Pe_Paulo/documentos/etnocentrismo.pdf .
O trabalho deve conter:
· Capa (Nome da escola, título, série e ano);
· Folha de rosto (Nome da escola, título, nome dos componentes do grupo, seus números em ordem crescente, série e ano);
· Trabalho deve ser manuscrito; mínimo de uma lauda (folha) e máximo uma folha de almaço.
O trabalho será avaliado de 0,0 (zero) a 3,0 (três).
Datas para entrega:
1° A - Dia: 20/10/2009
1° B - Dia: 21/ 10/2009
1° C - Dia: 19/10/2009
1° D - Dia: 20/10/2009
1° E - Dia: 20/10/2009
1° F - Dia: 20/10/2009
1° G -Dia: 20/10/2009
Para este 4° bimestre o trabalho será realizado em grupo (5 a 8 pessoas). A atividade a ser desenvolvida será um relatório de leitura do texto “Etnocentrismo e Relativismo cultural” que está no seguinte link: http://www.unicap.br/Pe_Paulo/documentos/etnocentrismo.pdf .
O trabalho deve conter:
· Capa (Nome da escola, título, série e ano);
· Folha de rosto (Nome da escola, título, nome dos componentes do grupo, seus números em ordem crescente, série e ano);
· Trabalho deve ser manuscrito; mínimo de uma lauda (folha) e máximo uma folha de almaço.
O trabalho será avaliado de 0,0 (zero) a 3,0 (três).
Datas para entrega:
1° A - Dia: 20/10/2009
1° B - Dia: 21/ 10/2009
1° C - Dia: 19/10/2009
1° D - Dia: 20/10/2009
1° E - Dia: 20/10/2009
1° F - Dia: 20/10/2009
1° G -Dia: 20/10/2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Texto sobre o aborto
As máscaras da defesa do aborto
Cresce cada vez mais em nossa sociedade o discurso em favor do aborto. O Projeto de Lei 1135/91 pretende revogar o artigo 124 do Código Penal que proíbe o aborto. Às vezes, os argumentos parecem muito exatos e deixam alguns sem resposta. A partir do Texto Base da CF 2008, podemos responder aos principais argumentos que defendem o aborto da seguinte maneira:
1. Eles defendem o aborto dizendo que anualmente morrem milhares de mulheres por causa de abortos clandestinos.
Não é verdade! Em primeiro lugar, é lamentável que uma única mulher morra por causa de uma gravidez rejeitada, mas os números divulgados chegam a ser escandalosamente equivocados. De acordo com um órgão de base de dados público (Datasus) os números variam entre 70 a 108 mortes. Percebe-se a má fé em divulgar números tão altos para sensibilizar a opinião pública.
2. Eles defendem o aborto dizendo que, não sendo mais proibido, acabaria diminuindo os números de aborto no país.
Não é verdade! Nos paises em que foi legalizada a prática do aborto, os números aumentaram gigantescamente. Na Inglaterra, passou de 49.829 em 1969 para 185.416 abortos em 2002; um aumento de 700%. Na Espanha o aumento foi de 18.196%: em 1986 foram praticados 467 abortos e em 2004 foram praticados 84.985.
3. Eles defendem o aborto dizendo que sendo legalizado e o SUS o realizasse, não se gastaria tanto dinheiro público com o socorro dos abortos clandestinos que necessitam de curetagem uterina.
Não é verdade! Sendo aprovada a legalização do aborto e se sua realização ficar a cargo do SUS é certeza que aumentarão todos os gastos. Simplesmente os números mostrados acima já indicam essa tendência.
4. Eles defendem o aborto dizendo que deve ser legalizado, pois a lei não é obedecida nem a pena legal pelo aborto é imputada a quem os pratica.
Não tem cabimento revogar uma lei porque nem sempre ela é cumprida. O que fazer então com a lei que proíbe o furto e o roubo? Eles ocorrem diariamente. O que fazer com a lei que proíbe o homicídio? Homicídios ocorrem todos os dias. Esse argumento é fraco e nos empurra para a anarquia.
5. Eles defendem o aborto dizendo que as crianças que nascem sendo rejeitadas pela mãe têm uma grande tendência a ser violentas. A legalização do aborto diminuiria a violência na sociedade.
Esse argumento é simplista e preconceituoso. A violência na sociedade não depende apenas de alguém se sentir querido pelos pais ou não. Mais ainda, basta observar o noticiário e pode-se constatar que muitos que praticam violência e crimes hediondos não foram crianças rejeitadas pelos pais.
6. Eles defendem o aborto dizendo que nem todas as crianças que nascem terão condições de se desenvolverem plenamente, seria melhor morrer no útero que na sociedade, passando fome.
Esse argumento é dos mais terríveis e vazios. A fome e a miséria não são frutos do acaso, mas conseqüência do modo egoísta como nossa sociedade está organizada. Além do mais, tal afirmação colocaria nos pais a responsabilidade pela fome de seus filhos, e levaria a sociedade a se esquecer de compromissos como justiça social e igualdade de direitos. Resumindo, só os ricos poderiam ter filhos...
7. Eles defendem o aborto dizendo que é um “mal necessário” para que a mulher alcance sua igualdade perante os homens.
É um grande equívoco. O aborto deixa na consciência das mulheres um trauma que nem o tempo as permite superar. Olhar a si própria e lembrar-se que cometeu um crime dentro de si mesma não faz nenhuma mulher se sentir dona de sua vida, senhora de seus direitos.
Pe. Cleiton Viana da Silva
Pároco da Paróquia São Francisco de Assis – Ferraz de Vasconcelos
Mestre em Bioética pelo Centro Universitário São Camilo - SP
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