segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Banalização do Mal, Segundo Hannah Arendt


Como fundamentar a superfluidade da vida humana perante sua burocratização, que desconhece ou ignora sua condição humana diante da calamidade, banalizando atitudes maléficas. Com o olhar voltado ao julgamento de Otto Adolf Eichmann como compreender sua mecanicidade em relação às regras e diretrizes, legalizadas e legitimadas pelo sistema nazista. Como compreender o entendimento da parte de Eichmann do que é o mal e sua relação com o dever profissional, assim como relacionar o que pensa aquele que sofre algo que subentendesse um maléficio.

Refletir a teoria “arendtiana” acerca do entendimento sobre a banalização do mal e seus fundamentos teóricos. Trataremos principalmente de algumas características que fizeram parte do julgamento de Eichmann, e sua importância para compreensão do homem burocrático, que a partir de uma ética profissional promove o mal, legalizado e institucionalizado pelo sistema político.

Devido a grande importância e atualidade da filosofia proposta por Hannah Arendt, e suas significativas contribuições para o debate filosófico, tanto político como ético, sendo o tema bastante pontual, esta será nossa diretiva: a questão ética do homem burocrático e sua normalidade perante o mal praticado e institucionalizado pelo sistema político. Proporemos, a partir de uma análise da obra Eichmann em Jerusalém, compreender a banalidade do mal. Em sua obra Arendt relata sobre este tema a partir de uma descrição do julgamento do caso Eichmann, pondo em relevo as limitações assim como os equívocos ocorridos no processo. No seu relato, a autora faz apontamentos sobre a fragilidade do entendimento do mal, e principalmente a distorção daqueles que praticam atos que subentendesse maléficos.
Segundo Arendt, no banco dos réus não estava um sádico, mas um homem assustadoramente normal, que cumprindo às vezes de um bom funcionário, e obediente, buscando alcançar metas estabelecidas, desenvolvia, diga-se de passagem, muito bem o seu trabalho.
A partir da descrição de Arendt, iremos traçar um caminho que caracterize a superfluidade do homem burocrático, que age com naturalidade e orgulho o seu labor. Buscaremos fragmentos que demonstrem a institucionalização do mal, como algo constituído, arraigado em sistemas políticos, que a partir de um discurso civilizador promove a violência e a coerção. Que não remontam tempos antigos, mas tempos atuais, onde a violência não mais se vincula com aspectos emocionais ou irracionais, mas como parte integrante de um processo civilizador, que sendo monopolizado pelo Estado, abre mão da violência para salvaguardar o próprio Estado.
Assim podemos atribuir algumas características da banalização do mal, sejam eles, o progresso positivista, a superfluidade do sujeito, a burocratização do sujeito, entre outros aspectos, os grandes contribuintes na institucionalização e burocratização mal


ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. Trad. José Rubens Siqueira São Paulo: Companhia das Letras. 1999.

AMITRANO, Georgia Cristina. Ecos de Razão e Recusa: Uma Filosofia da Revolta
de Homens em Tempos Sombrios. Georgia Cristina Amitrano: Rio de Janeiro, 2007.

Adeilton Lopes
Professor de Filosofia da Rede Pública de Ensino do Estado de São Paulo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Resumo para o provão 3º E. M. (2º Bimestre 2010)

1. Filosofia e Religião

1.1. Filosofia e Religião


Filosofia e a Religião são duas elaborações que compõem a dimensão antropológica do ser humano, embora pareçam paradigmas antitéticos, ambas se completam como nos lembra o historiador do pensamento grego Werner Jaeger.
Religião e Filosofia representam elaborações do espírito humano embora com finalidades diferentes, a fim da filosofia é puramente cognoscitivo e a religião tem por finalidade a salvação escatológica.

a) Filosofia: relaciona-se com a religião desde sua origem entre os séculos VII e VI a.C. na Grécia Antiga. A Filosofia nasce da necessidade de responder questões sobre o mundo natural e o homem (Cosmologia, antropologia e ética) que não foram respondidas pela Religião (discurso mítico – religioso).

Segundo Werner Jaeger a filosofia não contrapõem o discurso religioso, ambas tem as mesmas preocupações como justiça, virtude, relação entre o bem e o mal...

1.1.1. Discurso filosófico e discurso religioso
a) Discurso filosófico: é marcado pelo questionamento sucessivo, por criticar a fundamentação sobre o saber afirmado, o método utilizado pela filosofia é racional o filósofo deve usar a razão crítica (argumentação lógico-racinal).

b) Discurso religioso: apresenta-se com uma narrativa marcada por metáforas, parábola e analogias. Também é um discurso acrítico sem fundamentação crítica.

Exemplo:
Os textos abaixo tem características do discurso filosófico

Texto A
“ Toda a arte e toda investigação, bem como toda ação e toda a escolha, visam a um bem qualquer; e por isso foi dito, não se razão, que o bem é aquilo a que as coisas tendem. Mas entre os fins observa-se uma certa diversidade: alguns são atividades, outros são produtos distintos das atividades das quais resultam; e onde há fins distintos das ações, tais fins são, por natureza, mais excelentes do que as ultimas.
Mas como muitas são as ações, artes e ciências, muitas também são as finalidades. O fim da medicina é a saúde, o da construção naval de navios (...).
Se existe, então para as coisas, algum fim, que desejamos por si mesmo e tudo o mais é desejado por causa dele; e se nem toda coisa escolhemos visando à outra (porque se fosse assim, o processo se repetiria até o infinito, e inútil e vazio seria o nosso desejar), evidentemente tal fim deve ser o bem, ou melhor, o sumo bem.” Aristóteles, Ética a Nicômaco. São Paulo, Martin Claret. 2002. Pg 17.


Neste texto pode-se perceber a (argumentação lógico-raciona) em que o autor propõe uma tese central (busca do sumo bem) utilizando argumentos secundários (todas as coisas tem uma finalidade; a construção naval de navios) para reforçar sua teoria.


Texto A1

Ética e ação política
A modernidade começa com uma desilusão: quando se percebe que do bem não decorre o bem. Maquiavel faz essa terrível constatação – aquilo que, no plano privado ou pessoal ou religioso , é bom e merece elogios, pode redundar em catástrofe no campo da política. Alguns dizem que, com isso, o pensador italiano terá separado a política e a ética, proclamando a primeira como imoral ou pelo menos amoral. Não é verdade. Maquiavel mostra-se exigente com o seu príncipe, ou seja, com aquele que governa os demais homens: nada mais errado do que imaginar as regras que presidem a sua ação como efetuando uma desqualificação daquela que seria a verdadeira ética, ou seja, a pessoal ou religiosa. Ninguém compreenderá nada de Maquiavel, ou da política moderna, se não tiver isso bem em mente. Podemos, isso sim, falar em duas éticas, como faz Max Weber, nisso claramente tributário do florentino.
O tema das duas éticas, ou melhor, o da segunda ética, da que o estadista pratica, tornou-se estes últimos anos um dos tópicos centrais da fala de um presidente brasileiro formado nas ciências sociais. Ele próprio um cientista político, parte significativa de sua fala consistiu em atacar a ingenuidade daqueles que pensam que o líder político deveria pautar sua ação por regras morais. Não se pode dizer que o seu discurso, nesse campo, seja original: não pretende sê-lo. Ele e seus partidários retomam, basicamente, o que Weber disse. Isso em nada reduz a importância de seu discurso. Ao político, não cabe tanto a originalidade, mas o endosso e a execução. Enquanto no mundo das idéias a novidade, a originalidade contam enormemente, no da ação o que vale mesmo é pô-las em prática. O pensador escreve, o político assina. Os próprios intelectuais têm consciência disso, quando se cansam de apenas especular e procuram um príncipe – um tirano de Siracusa no caso de Platão, um rei da Prússia para Voltaire, uma czarina da Rússia para Diderot – que converta em carne o seu verbo. A essa busca geralmente se segue uma decepção, mas nem por isso deixa, quem filosofa sobre a ação, de procurar aquele que transforme em prática a sua teoria.(...)
Renato Janine Ribeiro (Departamento de Filosofia – USP)
Fonte: http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/textosfilosofiaaulas2005b.html acessado em 09/06/2010.


Os textos abaixo tem características do discurso religioso (mítico-religioso)

Texto B
“... Narciso tinha uma irmã gêmea, com quem era imensamente parecido. Os dois jovens eram muito belos. A jovem morreu; Narciso, que amava muito, sentiu uma dor enorme e, num dia em que se viu numa fonte, julgou a princípio ver a irmã, e isso consolou-o do seu desgosto. Embora soubesse perfeitamente que não era a irmã quem via, ganhou o hábito de se olhar nas fontes, para se consolar da sua perda... Gabriel Chalita, Vivendo a Filosofia. São Paulo, Atual. 2004. Pg 22.


Neste trecho é narrada a história de Narciso que segundo a mitologia morreu adorando a própria imagem no rio, por isso termo narcisista é usado até hoje para designar pessoas que massageiam o próprio ego.

Texto B1

Mito de Pandora

Na Mitologia Grega, Pandora foi a primeira mulher criada por ordem de Zeus (deus dos deuses) como parte de um castigo a Prometeu (titã amigo dos homens) por este ter revelado o segredo do fogo para a humanidade.
Prometeu roubou as sementes do deus Hélio (deus do fogo) e repassou aos homens para que estes pudessem cozinhar e fazer tarefas domésticas. Enfurecido, Zeus resolveu criar uma mulher que tivesse várias qualidades de diversos deuses. Pandora tinha o poder de sedução da deusa Atena.
Prometeu se casou com Pandora. De acordo com o mito, a humanidade tinha vivido em harmonia até aquele momento, porém Pandora resolveu abrir sua ânfora (a expressão "caixa de pandora" foi criada no Renascimento) que continha todos os males da humanidade e liberou todas as desgraças (vícios, doenças, loucura, pobreza, pragas, violência, crimes, etc).

Fonte: http://www.suapesquisa.com/mitologiagrega/pandora.htm acessado em 07/06/2010

1.2. O homem como ser político

1.2.1. Filosofia e Política

De acordo com a filósofa Marilena Chaui no livro Convite à filosofia diz que o termo política tem três significados relacionados.

1. Governo: As pessoas confundem governo com Estado, o governo diz respeito a programas e projetos que partem de uma parte para o todo e o Estado é o conjunto de instituições que permitem a ação do governo.
2. Atividade específica: realizada por profissionais (políticos) que pertencem a um partido e disputam o direito de governar ocupando um cargo.
3. Pejorativo: Conduta duvidosa e não muito confiável dos políticos (corrupção), esta é visão mais comum das pessoas sobre a política.

Bibliografia
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo, Martin Claret. 2002.

Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

CHALITA, Gabriel. Vivendo a filosofia. São Paulo. 2004.

CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo, Ática. 2003.

MORRA, Gianfranco. Filosofia para todos [tradução Maurício Pagotto Marsola]. São Paulo, Paulus. 2004.

OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!

Resumo para o provão 2º E. M. (2º Bimestre 2010)

1. Introdução à ética.

1.1. O que é a ética e a moral?

Ética: é uma investigação, ou seja, uma reflexão filosófica sobre o agir humano e seu valor.
Moral: é um conjunto de princípios e regras definidas por uma sociedade.

1.2. Diferenças entre ética e moral.

Ética: define o que é bom e o que é mau, segundo as circunstâncias.
Moral: define o que é bom e o que é mau, antes das ações.

1.3. Critérios éticos de Sócrates. Aristóteles e Epicuro.

1.3.1. Os critérios de Sócrates

Essência do homem: é sua alma inteligente, por isso fazer o bem é conhecer essa alma inteligente.

Virtude: é a ciência (conhecimento).
Vício: é o que contraria a virtude, ou seja, a ignorância.

1.3.2. Os critérios de Aristóteles

Aristóteles: O homem é sua alma inteligente e sua finalidade é a felicidade.

 O que é a felicidade do homem?
Desenvolver sua racionalidade.

Segundo Aristóteles a alma é dividida em três partes:
a) Vegetativa: responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir, reproduzir).
b) Sensitiva: ligada as sensações e ao movimento.
c) Intelectiva: responsável pelo uso da razão (pensamento).

Felicidade: deve ocorrer em todas as partes da alma e o conhecimento deve fazer com que não haja exagero em qualquer parte da alma.

Virtude: é o equilíbrio.
Vicio: é o desequilíbrio.

1.3.3. Os critérios de Epicuro

Para Epicuro o prazer é o princípio ético da vida, por isso, o bem é o prazer e o mal é aquilo que causa dor e sofrimento.

Escolha do Homem: deve evitar a dor e o sofrimento e por isso a razão deve levar a busca do prazer.

Virtude: Prazer
Vicio: é a dor e o sofrimento.


2. A liberdade

2.1. Destino e determinismo

Destino: significa que o homem está determinado, não pode escolher para onde vai, o que fazer.
Algo decide por nós. E não há nada que possamos fazer para mudar o futuro ou o presente, pois tudo já foi decidido (determinado).

2.2. Liberdade

Liberdade: é teoria pela qual temos a escolha de agir de uma forma ou de outra. É decidir e agir como se quer sem uma determinação casual.


3. Introdução à Teoria do Indivíduo

3.1. O indivíduo possessivo em John Locke

O filósofo inglês John Locke nasceu em Wrington em 1632 morreu em Essex em 1704. É um dos defensores do empirismo inglês (corrente filosófica que defende que nascemos como uma tabula rasa “folha em branco” e adquirimos o conhecimento a partir da experiência).

3.1.1. O indivíduo possessivo
Locke e outros filósofos contratualistas (Hobbes e Rousseau) pensavam a vida do homem em sua origem, o que eles denominavam de estado de natureza.
Segundo John Locke no estado de natureza os homens são livres, não dependem da vontade dos outros homens, vivem em situação de igualdade, pois recebem as mesmas vantagens da natureza. Neste estado a vida era instituída por lei própria, e a razão é a lei natural por excelência que os homens devem respeitar, ou seja, ela a razão era o que norteava todos os princípios deste estado de natureza. E os homens no estado de natureza viviam em situação de paz.

3.1.2. O que faz o homem sair do estado de natureza e criar a sociedade
Quando o homem subjulga outro homem impondo sua vontade instala –se o estado de guerra. E para recuperar a paz que é uma das características do estado natural utilizaria o “poder político”.
O poder político tem como função fazer o homem que vivia em estado de natureza a viver em sociedade com uma organização de governos e leis, preservando a liberdade que o bem maior no estado de natureza.

Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 1. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.


OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

Resumo para o provão 1º E. M. (2º Bimestre 2010)

1. Períodos da História da Filosofia

1.1 O que é a História da Filosofia?

História da filosofia:
Introduz a Filosofia na história compreendendo a tradição, tendo objetivos e problemas próprios inserido em épocas e lugares.

1.2 Períodos da História da Filosofia

a) Filosofia Antiga: divide – se em quatro períodos (Pré – socrático, Socrático, Sistemático, Helenístico).
Sua principal característica no início se volta para a cosmologia, depois com Sócrates, Platão e Aristóteles a investigação filosófica gira em torno das questões éticas e antropológicas, e no seu final se da na relação inicial entre o cristianismo e a Filosofia.

b) Filosofia Medieval: a característica fundamental é a discussão entre a fé e a razão, ou seja, separar o que pertence a Deus e o que pertence aos homens.

c) Filosofia Moderna: preocupa – se com o homem racional e livre, as mudanças políticas e a confiança na ciência empírica.
A Igreja Católica começa a perder a hegemonia que perdurou por toda a idade média.

d) Filosofia Contemporânea: Inspira – se na Revolução Francesa e na Revolução Industrial e no processo de desumanização do homem.


2. Introdução à Filosofia da Ciência

2.1. Dedução e Indução

A dedução é uma inferência em que se parte do universal para o particular. Ela é uma atividade lógica – racional (pensamento) e é somente ela que valida o conhecimento científico. A maior parte das pessoas partem do senso comum pensam que a ciência é validada pela experiência, mas é um engano terrível porque a ela é validada somente pela razão (dedução).
Por indução entende-se um método de pensamento em que se parte do particular para o universal. A indução está ligada a experiência (observação), a partir dela cria-se uma lei.

Observe os blocos de informações (A, A1, A2) e (B)

Bloco A
(1 Premissa) Todo cão tem asas e voa.
(2 Premissa) Rex é um cão.
(Conclusão) Logo, Rex tem asas e voa.


Bloco A1
(1 Premissa) Todo A é B.
(2 Premissa) Todo C é A.
(Conclusão) Logo, todo C é B

Bloco A2
(1 Premissa) Todo HOMEM (A) é MORTAL (B).
(2 Premissa) SÓCRATES (C) é HOMEM (A).
(Conclusão) Logo, SÓCRATES (C) é MORTAL (B).

Os blocos (A, A1 e A2) acima são um exemplos clássicos de deduções válidas, o que valida estas inferências é a estrutura em que se parte de uma ideia universal (todo) para uma ideia particular (Rex, que é um cão particular) aplica - se este mesmo racíocinio dedutivo aos outros exemplos A1 1 A2.

Bloco B
(1 Premissa) Alguns cães são raivosos.
(2 Premissa) Rex é um cão.
(Conclusão) Logo, todos os cães são raivosos.

O bloco B é uma indução em que os argumentos são incompletos, pois utilizam duas afirmações (premissas) particulares e tenta-se chegar a uma conclusão generalizada.

2.2. David Hume e conceito não crítico da ciência quando se usa a indução

O filósofo escocês David Hume nasceu em Edimburgo em 1711 e morreu no ano de 1776 na mesma cidade. Segundo o escocês as Ideias nascem da experiência e a mente se constitui de percepções que se dividem em: impressões que são as percepções mais vivas (experiência) como ouvir, ver, tocar... e as ideias que são recordações percepções mais fracas (lembrar do gosto do chocolate, lembrar da dor que sentiu ao quebrar a perna).
Para Hume o problema maior da indução é formular teorias a partir de experiências (observação) ao se repetir as mesmas condições tenta-se prever um acontecimento.

2.2.1. A ciência versus a indução

A ciência é uma atividade racional (dedutiva, lógica), enquanto a indução parte exclusivamente da experiência, esta pode até parecer racional, mas não ela está envolvida com os sentidos.
Ex: Não é por que eu vejo o sol nascer todos os dias, ele terá que nascer amanhã. A natureza não se submete as experiências ou a razão humana.

2.2.2. Os problemas da indução.

 A observação como fonte objetiva (será que vemos, sentimos, ouvimos da mesma maneira?).
 A relação entre teoria e experiência.

2.3. O falsificacionismo

Karl Popper(1902 – 1994) é um dos filósofos defensor desta teoria, atribuindo que o valor do conhecimento científico não vem da experiência, mas na possibilidade da teoria ser falseada (contrariada).
Para os falsificasionistas a teoria precede a experiência, por isso toda explicação é hipotética, mas é a melhor que temos para explicar tal fenômeno. Também segundo os filósofos que seguem esta corrente filosófica da ciência, a teoria deve ser falseada muitas vezes; quanto mais uma teoria pode ser falseada, melhor será. Ao ser contrariada (falseada) a teoria pode ser melhorada ou jogada fora.

2.3.1. Os critérios para uma boa teoria segundo o falsificacionismo

Para os falsificacionistas existem três critério que tornam uma teoria muito boa.
 A teoria tem que ser clara e precisa; quanto mais específica melhor.
 Deve permitir a falsificabilidade; quanto mais melhor.
 Deve ser ousada, para permitir o progresso científico e um aprofundamento da realidade.
As teorias que não podem ser falseadas não são boas teorias, pois não contribuem em nada no processo científico. Por exemplo: o quadrado tem quatro lados iguais (esta teoria nada acrescenta de novo a ciência), seu eu contrariar dizendo que o quadrado não tem quatro lados iguais, não estaríamos falando de um quadrado, é impossível imaginar tal absurdo.

2.4. O progresso da ciência

Para os falsificacionistas a ciência progride pela tentativa de superar a teoria. Mas para o físico americano Thomas Kuhn a ciência é uma atividade racional e humana, por isto é perpassada pelos problemas relativos à dimensão humana.

2.4.1. Pensar a ciência com base a racionalidade e os problemas humanos

Segundo Kuhn a ciência pode ser refletida seguindo uma linha que mostra o processo do desenvolvimento científico: (1) pré – ciência, (2) ciência normal, (3) crise, (4) revolução científica e (5) nova ciência normal.
Para Thomas Kuhn o conceito principal é o de paradigma que é o modelo de ciência normal. Os cientistas orientam suas pesquisas nestes modelos para preservar a verdade científica e tudo o que não se encaixa neste paradigma é considerado anomalia.

Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 1. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Resumo para o provão 1º Ensino Médio (1ºBim - 2010)

1. Porque estudar Filosofia?

1.1 O que é Filosofia?
Filosofia
: é uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, a partir da análise dos pressupostos do pensar e do agir.
Reflexão crítica: pensar com critérios, analisar seu processo de pensar e de agir no mundo.

1.2 Para que serve o estudo da Filosofia?
Filosofia: é uma reflexão crítica (instrumento de trabalho) que visa auxiliar o adolescente (conhecimento e ação) no processo de formação da formação da cidadania (objetivo)

Filosofia
• Reflexão crítica (instrumento)
• Cidadania (objetivo final)

1.3 Etimologia da palavra Filosofia
Etimologia: e o estudo relacionado a origem da palavra, onde ela surgiu.

A Filosofia (philosophia) é uma palavra de origem grega que significa: amigo da sabedoria.
philo= vem da palavra “philia” = amigo, amante, amor fraterno.
sophia= sabedoria.

1.4 Filósofos: Sócrates, Platão e Aristóteles

Sócrates (469 – 399 a.C.)
• Nasceu e morreu em Atenas.
• O ponto fundamental de sua filosofia é o autoconhecimento “conhece – te a ti mesmo”.
• Sua Filosofia se desenvolveu através do diálogo crítico dividido em duas etapas: Ironia e Maiêutica
Ironia: Sócrates formula perguntas para seu interlocutor, fingindo ser totalmente ignorante, enfatizando a sabedoria da outra pessoa, inserindo muitas perguntas ingênuas para envolver o seu oponente em contradições sem solução.
Maiêutica: é o parto das idéias, Sócrates faz as pessoas tirarem de dentro da sua alma a sabedoria que estava dentro de si.
• Foi condenado a morte bebendo cicuta sob a acusação de corromper a juventude e por não crer nos deuses da cidade.

Platão (427 – 347 a.C)
• Nasceu e morreu em Atenas
• Pertencia a uma família de aristocratas que faziam parte do processo político de Atenas.
• Conheceu Sócrates na juventude e se tornou seu discípulo, sua intenção era aprender Filosofia para utilizar na carreira política, mas depois da condenação de Sócrates a morte pela democracia ateniense acaba ficando desiludido com a política de Atenas.
Teoria das Ideias: procura explicar como se desenvolve o processo do conhecimento no homem. Ele divide a realidade me dois pólos um chamando de mundo sensível (nosso mundo real) que é somente de aparência por isso o conhecimento neste mundo só temos opinião, observamos unicamente as imagens das idéias verdadeiras; outro pólo e o mundo das idéias, ou seja, o mundo verdadeiro real onde existem as ideias que são a realidade definitiva e a Ideia do Bem e a mais alta na hierarquia neste mundo pensado por Platão. Segundo o filósofo grego o mundo sensível é de aparência, pois ele foi plasmado por um deus artífice chamado Demiurgo que contemplou a realidade verdadeira (Mundo da Ideias) e criou a mundo sensível.

Aristóteles (384 – 322 a.C)
• Nasceu em Estagira (Macedônia)
• Aos 18 anos conheceu Platão e se tornou seu discípulo ao ingressar na academia platônica em Atenas.
• No ano de 335 a.C. fundou sua escola o Liceu em Atenas; como Aristóteles era estrangeiro ele não poderia utilizar qualquer estabelecimento para sua escola. Ele dava as aulas caminhando por isso seus alunos eram chamados de peripatéticos “aqueles que caminham”.
• Foi professor de Alexandre o Grande.

SER: era concebido através dos conceitos de Ato e Potência
Ato: manifestação atual do Ser
Potência: capacidade de vir a ser

2. Introdução ao empirismo e ao criticismo
Empirismo
: corrente filosófica que defende a aquisição do conhecimento através dos sentidos (experiência sensorial), temos como representante John Locke

Criticismo: doutrina Kantiana que estuda as condições de validade e os limites do uso que podemos fazer de nossa razão.

2.1 John Locke (1632 – 1704)
• Filósofo inglês
• Afirmava que as ideias são formadas através da experiência dos sentidos.

Ensaio acerca do entendimento humano (1690)
Para John Locke a mente é um papel branco sem qualquer ideia, por isso ele questiona de onde apreendemos as matérias da razão e do conhecimento, chega a conclusão que o conhecimento nasce da experiência.

Experiência: possibilita o conhecimento e fazemos experiência dos objetos sensíveis externos e também das operações internas da mente.

2.2 Immanuel Kant (1724 – 1804)
• Filósofo alemão
• Criou o criticismo para investigar as possibilidades do conhecimento (julgar e estabelecer os limites da razão)

Crítica da Razão Pura (1781, 1787 2ªed.)
Neste livro Kant afirma na distinção entre o conhecimento puro e o empírico que o conhecimento nasce da experiência, mas ele se questiona se existe um conhecimento independente da experiência.
Kant chega a conclusão de que existe duas formas de conhecimento:

A. Conhecimento a posteriori: é fundado e posterior a experiência.
B. Conhecimento a priori: é independente, anterior e distinto da experiência.

Resumo para o provão 2º Ensino Médio (1ºBim - 2010)

1.O Eu Racional

1.1 René Descartes (1596 – 1650)
• Nasceu em La Haye (França)
• Morreu em Estocolmo (Suécia)
• É considerado pai da Filosofia Moderna

Projeto Filosófico

O filósofo René Descartes queria criar um novo modelo de ciência para buscar a verdade, pois acreditava que a ciência antiga era errada. No livro Discurso Sobre o Método o filósofo francês afirma que o bom senso (razão) faz parte do homem, mas comete falhas ao usar incorretamente a razão o que conduz ao erro.
Descartes buscou criar um método para chegar a uma verdade absoluta que é a dúvida hiperbólica.

Dúvida: método para chegar a uma ideia clara e distinta.
Duvida é pensar.

Regras do método cartesiano
• Idéias claras e distintas
• Decompor o problema
• Reconstruir do simples para o complexo
• Enumerar, rever todo o processo

Meditações metafísicas
• Nota com clareza que duvida e se duvida pensa.
• Cogito ergo sum (penso, logo existo)

Toda a teoria de Descartes é firmada pelo (penso, logo existo).

1.2 Como pensamos?
A filosofia divide esta atividade em três partes: juízo, percepção e razão.
• Juízo: atividade intelectual de escolha, avaliação e decisão.
• Percepção: é o exame da sensação, podemos a partir disso conhecer o mundo.
• Razão: é a lógica, ou seja, as regras do pensar.
Ex: ao comprar o carro eu uso o juízo ao escolher a cor, o modelo, o preço; ao sair pra fazer um teste drive você pode perceber se o carro é macio, confortável, se é estável nas curvas e por fim utilizo a razão ao criar uma estratégia para negociar a melhor forma de pagar.

2. Introdução à Ética

• Ética é uma investigação, é uma reflexão filosófica sobre o agir humano e seu valor.
• Moral é um conjunto de princípios e regras definidas por uma sociedade.

Resumo para o provão 3º Ensino Médio (1ºBim - 2010)

1. O preconceito em relação à Filosofia

1.1 Definição de Filosofia
Filosofia: é uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, a partir da analise dos pressupostos do pensar e do agir, portanto, como fundamentação teórica e critica dos conhecimentos e das práticas. (PCN)

1.2 Tales de Mileto (fl. C. 585 a. C.)
• Foi o indicador da physis
Physis: natureza no “sentido moderno”; realidade primeira e originária de fundamental no “sentido antigo”
• Afirmou que o princípio (arché) causa das coisas que são é a água.

1.3 Pré – Socráticos
• A denominação é puramente cronológica criada para designar os filósofos que vieram antes de Sócrates.
• Preocupavam investigar o princípio que dá origem a todas as coisas, construindo uma explicação racional para suas indagações sobre a origem do mundo, do cosmos (universo).
• Buscavam dar uma explicação racional para a natureza a partir dela mesmo para ir ao encontro da origem do cosmos.
• Eram conhecidos como cosmológos ou filósofos da natureza.

1.4. Sócrates (469 – 399 a. C.)
• Nasceu e morreu em Atenas.
• Sua problemática distingue dos Pré – Socráticos (buscava uma explicação racional para a origem da natureza) enquanto o filósofo ateniense muda seu foco para as questões do homem (antropológica) da polis como a ética, política e sociedade.
• Em 399 a. C. foi condenado a morte bebendo cicuta, por corromper a juventude e não crer nos deuses da cidade.
• O ponto fundamental de sua filosofia é o autoconhecimento “conhece – te a ti mesmo”.
• Sua Filosofia se desenvolveu através do diálogo crítico dividido em duas etapas: Ironia e Maiêutica
Ironia: Sócrates formula perguntas para seu interlocutor, fingindo ser totalmente ignorante, enfatizando a sabedoria da outra pessoa, inserindo muitas perguntas ingênuas para envolver o seu oponente em contradições sem solução.
Maiêutica: é o parto das idéias, Sócrates faz as pessoas tirarem de dentro da sua alma a sabedoria que estava dentro de si.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sociedade do medo!!!

No século XVI na Inglaterra mais precisamente em uma aldeia de Westport nasceu o filósofo Thomas Hobbes, sua teoria política é o que mais fascina os pesquisadores do pensamento hobbeseano como o prof. Dr. Renato Janine Ribeiro, Docente da cátedra de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH – USP) tendo uma vasta obra sobre Hobbes em português, espanhol e francês (quem tiver curiosidade acesse o site http://www.renatojanine.pro.br ). Hobbes é um filósofo contratualista partindo da ideia de que o estado civil nasceu de uma convenção ou pacto social entre os homens para preservar o direito natural “jusnaturalismo” de cada indivíduo (vida, liberdade e igualdade) e o papel do Estado é garantir a paz preservando o direito de cada cidadão.
Segundo Hobbes no Do cidadão nos vivemos em um Estado de Guerra, “homo homini lupus” em que os homens vivem em constante estado de medo, pois a natureza os dissociou tornado – os capazes de atacar uns aos outros.
Segundo o filósofo inglês os homens nascem iguais e está situação fomenta o estado de guerra, pois não é possível saber qual a intenção do outros homens, portanto cada indivíduo fica em constante alerta em relação aos outros homens. A atitude perante esta situação é a violência eu devo atacar e acabar com ameaça constante dos outros homens para preservar minha própria vida, vendo por esta perspectiva a atitude humana é egocêntrica.
E Hobbes continua afirmando este Estado de Guerra, pois os homens desconfiam de todos instalando assim uma guerra de todos contra todos.
Posso até me equivocar ao comparar a atual sociedade com a sociedade egoísta que Hobbes descreve tão bem em seus escritos, pois hoje saímos nas ruas em constante alerta com medo de ser atacado por alguém que vem usurpar nossos bens materiais (dinheiro, carro, celular, bolsa...). E esquecemos que devemos proteger nosso bem maior a vida o que e muitas vezes é retirada por marginais que tem mais direitos que o cidadão trabalhador que vive trancado em sua casa privando-se de sua LIBERDADE, de sua VIDA PLENA e sua IGUALDADE isto de fronte aos meandros da justiça brasileira que infelizmente ainda não é a ideal ou igualitária para todas.
Na atual conjuntura brasileira e possível observar corrupção na vida política (dinheiro na cueca, compra de panetones...), a adulteração de combustíveis, o colapso da saúde, da educação e dos valores morais corrompidos por banalidades consumistas.
Hodiernamente a sociedade é fruto do nosso egoísmo e não mudou muito a atitude comportamental do homem do século de Hobbes até o presente momento histórico, e também nos faz refletir sobre o papel do Estado que não mudou muito em sua forma de proceder desde sua releitura pelos homens modernos e que ainda na atualidade não garante os direitos e a paz na sociedade.
Em qual, momento falhamos na administração da res publica? (entender res publica no seu termo mais específico da língua latina como coisa pública) Quando deixamos o egoísmo predominar em nossa razão ou quando por “ignorância” pensamos que o público é um bem privado promovendo a corrupção e ao provocar tal atitude o homem faz com que o medo reine na sociedade (as injustiças provocam o medo no homem atual).
A partir disto retomo a questão do papel do Estado que é fazer com que o homem alcance o Bem Comum e que este seja propagado para todos os cidadãos minorando os dilemas causados pelas classes sociais em nosso tempo. Portanto cabe a cada cidadão zelar pelo cumprimento do papel do
Estado importando – se com o Bem Comum deixando de lado os “ismos” que infelizmente fazem do ser humano um ser voltado para si e que não sabe viver ou conviver em sociedade preferindo ter uma vida de guerras constantes do que praticar o direito e zelando pela paz.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Orientações para entrega de trabalho 2010 (1º,2º e 3º E.M.)

• Todo trabalho deve ser entregue na data estipulada pelo professor, não será recolhido após a data de entrega, a não ser com apresentação de atestado.
• Tomar cuidado com o tema da pesquisa e também o que é solicitado no trabalho.
• Todo trabalho deverá ser manuscrito e com no mínimo 2 laudas (páginas) e no máximo 4 laudas.
• Deverá ser feito em folha de almaço contendo Capa e Folha de Rosto. Na Capa deve vir O nome da Escola na parte superior, o Título no centro e na parte inferior deve vir à série, a turma e o ano vigente, na Folha de Rosto deve vir o nome da Escola na parte superior o Título no Centro e no Canto inferior direito os nomes números dos alunos em ordem, a série, a turma, nome do professor e a disciplina(Capa e Folha de rosto são as unicas partes do trabalho que podem ser e devem ser digitadas).
• Todo trabalho deve ter conclusão de no mínimo meia página(quando solicitado).
• Todo aluno ao entregar o trabalho deve assinar a lista de entrega.
• Nos trabalhos em grupo o responsável ou representante do grupo deverá assinar a lista de entrega.
• Analisa-se no trabalho o capricho e como também o zelo com a limpeza e a caligrafia (escrever da forma legível).
• Avalia-se a capacidade analítica e sintética como o raciocínio lógico-argumentativo do aluno (início, desenvolvimento e conclusão), ou seja, clareza e distinção de idéias.
Obs: QUANDO A PESQUISA PUDER SER DIGITADA OS ALUNOS SERÃO COMUNICADO COM PREVIA ANTECEDÊNCIA.

Formas de avaliação do aluno durante o bimestre

 Prova Objetiva: 2,5 pontos (Uma por Bimestre e com data marcada pela direção e coordenação na semana do provão). “Observação nas turmas ‘2º e 3ºE.M.’ em que há somente uma aula a prova tem peso de 3,0 pontos”.
 Trabalho: 3,0 ou 3,5 pontos nos ‘1º E.M’ conforme o tipo de pesquisa. “Observação nas turmas ‘2º e 3ºE.M.’ em que há somente uma aula o trabalho tem peso de 3,0 pontos”.
 Atividade em sala: 1,0 ponto ou 2,0 pontos conforme a atividade.
 Atitude: 2,0 pontos (participação, respeito com os colegas e o professor, comportamento, caderno em ordem, responsabilidade, frequência).

Obs: Esta forma de avaliação está sujeita à modificação durante o ano letivo.
Ps: Estara disponível na secretaria da escola modelo de capa e folha de rosto para reprodução.


Bom Ano Letivo !!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Gabarito: Humanas. (1º, 2º e 3º Ensino Médio - Manhã)

1º Ensino Médio
1.b, 2.a, 3.d, 4.c, 5.b, 6.c, 7.d, 8.d, 9.a, 10.b, 11.d, 12.c, 13.b, 14.a, 15.d, 16.a, 17.b, 18.a, 19.a, 20.b, 21.a, 22.a, 23.b, 24.a, 25.c, 26.a, 27.b, 28.b, 29.d, 30.a, 31.b, 32.a, 33.c, 34.b, 35.a, 36.c, 37.b, 38.a, 39.b, 40.c.

2º Ensino Médio
1.b, 2.a, 3.c, 4.d, 5.b, 6.a, 7.d, 8.b, 9.c, 10.a, 11.d, 12.c, 13.b, 14.a, 15.d, 16.d, 17.c, 18.b, 19.a, 20.c, 21.a, 22.a, 23.b, 24.b, 25.c, 26.a, 27.b, 28.b, 29.d, 30.a, 31.b, 32.c, 33.b, 34.d, 35.a, 36.c, 37.b, 38.a, 39.b, 40.d.

3º Ensino Médio
1.b, 2.a, 3.c, 4.d, 5.a, 6.d. 7.c, 8.b, 9.a, 10.d, 11.a, 12.a, 13.b, 14.b, 15.c, 16.a, 17.b, 18.b, 19.d, 20.a, 21.d, 22.d, 23.b, 24.c, 25.d, 26.c, 27.d, 28.a, 29.b, 30.b, 31.b, 32.b, 33.a, 34.a, 35.c, 36.d, 37.a, 38.c, 39.b, 40.c, 41.b, 42.d, 43.a, 44.c, 45.a.

Gabarito: Exatas. (1º, 2º e 3º Ensino Médio - Manhã)

1º Ensino Médio
1.a, 2.c, 3.b, 4.d, 5.c, 6.c, 7.b, 8.b, 9.d, 10.c, 11.b, 12.d, 13.c, 14.a, 15.b, 16.d, 17.c, 18.a, 19.b, 20.c.

2º Ensino Médio
1.b, 2.c, 3.d, 4.b, 5.c, 6.d, 7.c, 8.b, 9.a, 10.c, 11.c, 12.d, 13.b, 14.c, 15.a, 16.c, 17.b e c (as duas alternativas estão corretas), 18.d, 19.d, 20.a.

3º Ensino Médio
1.b, 2.d, 3.d, 4.c, 5.a, 6.d, 7.c, 8.d, 9.b, 10.c, 11.b, 12.d, 13.d, 14.a, 15.b, 16.b, 17.c, 18.b, 19.c, 20.d, 21.b, 22.c, 23.b, 24.d, 25.b.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Resumo para o provão 3º E. Médio (4º Bimestre)

1. Platão e a Justa Desigualdade
A cidade de Atenas, no período de Platão era uma cidade – Estado com muitas desigualdades sociais. Seu regime político era a DEMOCRACIA DIRETA e ESCRAVISTA o direito a cidadania era dada ao homem livre nascido na cidade, ou seja, segundo os historiadores uma parcela de 10 % da população local.
Na sociedade ateniense havia três classes que organizavam a sociedade na atribuição da polis.

I. MAGISTRADOS: formado pelos governantes que elaboram as leis.
II. GUERREIROS: defender a cidade.
III. ARTIFICES ou TRABALHADORES: (artesãos, lavradores e comerciantes) responsáveis pelo provimento dos bens necessários a sobrevivência da cidade.

Segundo o filósofo ateniense não há desigualdade desde que cada cidadão seja encaminhado “educado” para sua função de acordo com a sua natureza (alma: racional, irascível ou concupiscente).
A cidade justa é organizada pela justa medida, ou seja, onde cada cidadão ocupa seu lugar designado por sua natureza.

1.2 Platão e a teoria da alma

O conceito de justiça de Platão é reforçada pela teoria da alma. De acordo com o pensamento platônico a alma humana é dividida em três partes e cada uma tem uma função específica:

I. RACIONAL: é a função da alma e responsável pelo conhecimento, localizada na cabeça.
II. IRASCÍVEL: é a parte que se irrita ou enraivece, sua função é defender o corpo contra o que pode ameaçar sua segurança localiza – se no peito.
III. CONCUPISCENTE: é responsável pela conservação do corpo (necessidades básica: comer, beber, reproduzir) localiza – se entre o abdômen e partes adjacentes.

O homem virtuoso é aquele em que cada parte da alma realiza na medida justa a função que lhe cabe, sob o domínio da parte racional.

Partes da alma / Função
Racional / pelo conhecimento.
Irascível / defender o corpo.
Concupiscente / necessidades básicas para sobrevivência do corpo.
Classes Sociais / Função / Virtude
Magistrados ou governantes / governar com sabedoria / prudência
Guerreiros / defender a cidade / fortaleza e coragem
Artifices ou trabalhadores / satistazer as necessidades do corpo / temperança


2. Filosofia e Ciência

2.1 Filosofia e Ciência uma origem comum e um destino de separação

No florescimento da Filosofia, quer dizer em sua origem não havia uma distinção entre Filosofia e Ciência. A Filosofia era considerada o conjunto de todos os conhecimentos: físicos e metafísicos, pois a Filosofia tem como objeto de estudo o Todo, ou seja, a totalidade da realidade.
Antigamente o mundo era compreendido a partir de duas questões (problemas): o homem e a natureza. A Filosofia buscava dar respostas para estes dois problemas. Com o advento do Período Medieval a Filosofia começa a perder seu domínio, pois a Igreja Católica inicia o processo de fragmentação do conhecimento com a TEOLOGIA (Ciência que estuda Deus). Já na Idade Média a Física, Matemática, Biologia e outras ciências começam a ter uma maior autonomia em relação a Filosofia delimitando seu campo de investigação.
Entre os séculos XVI e XVII os cientistas percebem que com a Ciência é possível observar a natureza para se verificara as hipóteses, comprovando ou negando seus experimentos.
Em meados do século XIX a Ciência exige do cientista a neutralidade em seus estudos, pois a subjetividade pode comprometer o e experimento científico, ao contrário a Filosofia pede para que o filósofo se posicione em relação ao objeto de estudo.
Por fim, a Filosofia questiona o método científico, o processo de conhecimento como um todo, refletindo sobre o valor e o sentido da vida e a existência humana.

Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 3. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Resumo para o provão 2º E. Médio (4º Bimestre)

1. Tornar-se indivíduo

1.1 Paul Ricoeur

Nasceu em Valence (1913) e morreu em Chatenay Malabry (2005); filósofo francês do período que seguiu a II Guerra Mundial. Estudou na Université Paris Sorbonne – Paris IV - França, na Université Catholique de Louvain – Belgica e foi pesquisador na Yale University – EUA.

1.2 Como nós pensamos o indivíduo?

• Indivíduo possui duas dimensões (1) como membro de uma sociedade, (2) ser independente e autônomo “sentido moral”
• Homem é um indivíduo autônomo e independente.
• Paul Ricoeur questiona o processo de individualização. Como nos individualizamos? Nos individualizamos através da LINGUAGEM.
A LINGUAGEM é o ponto de partida; por meio dela nos expressamos e dizemos o mundo, ou seja, é a uma forma de colocar para fora aquilo que pensamos. Através da linguagem o ser humano é capaz de dizer o indivíduo de três formas:

I. DESCRIÇÕES DEFINIDAS: existe um entrecruzamento de categorias para designar um indivíduo “O executivo que sempre compra o jornal de esportes”
EXECUTIVO: de todos os executivos nos referimos ao que sempre compra o jornal de esportes.
JORNAL DE ESPORTES: de todas as pessoas do mundo nos referimos ao indivíduo que sempre compra o jornal.

II. NOMES PRÓPRIOS: definição específica e permanente (singularidade do indivíduo) “Luis eu me refiro ao Luis, resta me especificar suas propriedades: O Luis da casa azul da esquina.”

III. INDICADORES: que podem ser pronomes pessoais (eu e tu); pronome demonstrativo (isto e aquilo); advérbio de lugar (aqui e além); advérbio de tempo (amanhã e agora); além de outras categorias gramaticais.
Os indicadores são diferentes dos nomes porque podem designar seres diferentes.

1.3 Ipseidade

A IPSEIDADE é a fala que usamos para dizer o que pertence ao indivíduo à sua singularidade. Aquilo que entre os vários de uma espécie, diferencia um só.
Somos seres que nos caracterizamos por intuir o mundo pela linguagem. Ela nos proporciona o que somos: seres que fazem uso desta linguagem para se expressar, ouvir e interpretar.
Dizer quem somos: quem é este (eu), para falar deste (eu) temos que narrar e ao narrar somos obrigados a dizer a ação desse sujeito.


2. A sujeição

2.1 Michel Foucault (1926 – 1984)

Michel Foucault nasceu em Poitiers (15 de junho de 1926) e morreu em Paris (25 de junho de 1984). Graduou – se em Filosofia pela École Normale Supérieure em 1948 estudou também psicologia, história e medicina.
O Filósofo estruturalista foi um dos idealizadores do Departamento de Filosofia da Universidade Paris – Vincennes (Paris – VIII). Levaria consigo para este departamento os filósofos: Gilles Deleuze, François Châtelet. Em 1970 assume a cátedra de História dos Sistemas de Pensamentos no Collège de France ministrando seus cursos até sua morte em 1984.
Foucault militava a favor das causas sociais participando dos protestos estudantis daquele período e em 1971 criou o GIP (Grupo de Informações sobre Prisões).

Obras:
História da Loucura na Idade Clássica - 1961
Arqueologia do Saber - 1969
Vigiar e Punir - 1975
História da Sexualidade (3 volumes0
1. A Vontade de Saber – 1976
2. O Uso dos Prazeres – 1984
3. O Cuidado de Si – 1984

2.2 Vigiar e Punir

Na Idade Moderna o corpo se torna alvo de dois tipos de pesquisas (1) anátomo – metafísica e outra (2) técnico – política.
A relação corpo anátomo – metafísica busca entender as funções do corpo procurando compreender como um conjunto moral. Exemplo: braço. O que é? Para que serve? Como funciona? Qual sua função biológica e moral? Esta forma de observar o corpo era sobre tudo dos médicos e filósofos.
O corpo observado a partir da visão técnico - política encaminha o corpo para adaptar – se ao ideal de vida social, utilizando técnicas para fazer com que a pessoa fosse capaz produzir algo, exemplo: como transformar uma pessoa molenga em um atleta ou como fazer um trabalhador produzir mais em menor tempo.
É possível perceber que Foucault observa as técnicas usadas para dominar e domesticar o corpo na Idade Moderna.

2.3 Práticas disciplinadoras das Instituições Modernas

A) DISTRIBUIÇÃO: colocar o indivíduo em um lugar escolhido por nós.
• Construir muros e cercas para separar as pessoas do contato com a sociedade para evitar problemas.
• Separar em grupos fazer com que cada um encontre seu espaço.
• Lugar funcional colocar a pessoa em um espaço em que possa ser vigiada.
Toda a separação tem um ideal de fila para prevalecer a hierarquia.

B) Controle de Tempo
• Pelos horários: hora para chegar, sair, almoçar...
• Marcar o tempo de sua ação: quantas peças o funcionário produz em uma hora.
• Disciplinar o corpo: para fazer bem feito.
• Adaptar o corpo aos objetos.

C) Controle de Gêneses
• Separar o veterano do aprendiz.
• Necessidade de exercícios: separar aqueles que precisam treinar mais para melhorar seu desempenho.
• Testes para medir a habilidade.
• Dar atividade conforme as habilidades de cada um.

D) Recursos para um Bom Adestramento
• Vigilância: observar para corrigir ou punir.
• Sanção: formas de punir as pessoas que não cumprem seus deveres.
• Exame: ao saber que vão ser testados os indivíduos se autovigiam.
• Documentação: produzir o histórico da pessoa.


Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

Site: http://pt.wikepedia.org/wiki/Michel_Foucault acessado em 10 de novembro de 2009.

REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia. Vol 3. São Paulo, Paulus. 2005. p. 949-952.

Revista: Discutindo Filosofia. Escala Educacional. Ano 1. Nº 6.

OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

Resumo para o provão 1º E. Médio (4º Bimestre)

1. Introdução à Filosofia da Religião (Deus e a Razão)

1.1 Deus como causa do mundo

Vamos analisar os conceitos sobre Deus a partir de alguns filósofos.
Platão: diz que não há um deus criador de tudo, mas existe um responsável pela organização do mundo denominado por Platão de Demiurgo (Artífice) que criou o mundo material “imperfeito” ao contemplar o mundo perfeito das Ideias.

Aristóteles: Deus é o primeiro motor “tudo o que é movido é movido por alguma outra coisa”, e o primeiro motor movimenta todas as coisas e não é movido por nada. Na obra Metafísica o primeiro motor é denominado THEÓS (Deus em grego) pelo filósofo estagirita.

Plotino: Deus é uno e as coisas que emanam desta fonte não se separam dela. O mundo é parte de Deus.

Filosofia Cristã: a ideia de que o mundo emana de Deus não é fundamentada, por que Deus é puro, homogêneo e não pode ser dividido. “Ao criar Deus estava separado do mundo.”

1.2 Deus não pode ser provado pela razão

Na História da Filosofia muitos pensadores utilizaram a razão para provar a existência de Deus como Aristóteles (Primeiro Motor), São Tomás de Aquino (Inteligência Ordenadora).
Segundo o filósofo Immanuel Kant a razão é limitada em vários aspectos, sendo assim, com a razão o homem não prova a existência de Deus, mas no livro Crítica da Razão Prática o filósofo alemão diz que a racionalidade objetiva está envolvida com a vontade.
É na VONTADE livre que podemos provar a existência de Deus.
A VONTADE é a consciência moral é o DEVER que está ligado ao real e ao bem, portanto esta busca pelo bem nos leva a Deus, pois Deus é o sumo bem.


2. Filosofia Política

2.1 As várias formas de pensar o Estado

Para falar sobre as diversas formas de refletir sobre o Estado é necessário analisar o conceito de Cidade-Estado: é uma organização política baseada na cidadania, formada por homens livres (cidadãos), estrangeiros e escravos, era uma forma de organização política do mundo grego antigo.
Na Grécia a Cidade-Estado de Atenas tinha um maior destaque, pois ali imperava uma nova forma de governo a DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, em que o homem livre (cidadão) tinha o direito de participar da vida pública defendendo seus direitos na ágora (praça) em debates com os demais cidadãos. O que diferencia a democracia do mundo antigo da democracia praticada hoje? A democracia hoje é representativa eu elejo alguém para me representar nas decisões da administração do Estado.


2.2 Platão (427-347 a.C.)

Na visão de Platão a democracia tem falhas, pois os bem-nascidos mantinham o poder e a corrupção. Sendo assim, propôs repensar a política da forma que fosse praticado a justiça.
Platão pensa o Estado de maneira organicista (como se fosse um organismo vivo “um homem gigantesco”) por isso, a cidade possui uma divisão em três classes, como o homem que também tem uma alma tripartida.

2.2.1 As partes da alma na visão platônica

Segundo o filósofo grego a alma é divida em três partes.
1. Parte racional: responsável pelo uso da razão.

Partes irracionais
2. Irascível: responsável pelos impulsos e desejos.
3. Concupiscente: responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir...)

Cada parte da alma corresponde a uma classe social na organização da cidade. E também para o filósofo ateniense cada parte da alma tem sua localização: a racional na cabeça, a irascível no tórax e a concupiscente no abdômen e partes adjacentes.

2.2.2 Organização do Estado

Para o ateniense a organização da cidade ocorre na divisão em três classes e o cidadão era direcionado para uma destas classes de acordo com educação recebida e também conforme a natureza de sua alma (racional, irascível ou concupiscente).
A divisão das classes:
1. Magistrados e governantes: seram escolhidas para seu cargo devido sua capacidade RACIONAL, eram responsáveis por governar com sabedoria.
2. Guerreiros: são encontrados entre os que tinham coragem e força (IRASCÍVEL) sua responsabilidade é proteger a cidade com fortaleza.
3. Trabalhadores ou artífices: (artesãos, comerciantes e agricultores) que estariam entre as pessoas temperantes, equilibradas que refreiam seus desejos (CONCUPISCENTE), responsáveis por prover as necessidades da cidade.
Segundo Platão cada classe seria constituída por meio da educação e não mais pelo nascimento.


3. O Leviatã de Thomas Hobbes

3.1 Thomas Hobbes (1588-1679)

Hobbes nasceu em Westport (Inglaterra) era filho de uma família humilde e foi apoiado pelo tio, estudou na Universidade de Oxford e tornou-se preceptor de Carlos II futuro rei da Inglaterra. Era defensor ferrenho do absolutismo (poder centralizado na mão do monarca).

3.2 O Pacto Social

Hobbes fazia parte do grupo dos filósofos contratualista (acredita que o Estado nasce de um pacto ou contrato social entre os homens).
Segundo o filósofo inglês há dois bens fundamentais para o homem: (1) a vida e sua conservação, (2) os valores são convencionais.
Para preservar a própria vida o homem cria o PACTO SOCIAL que é um acordo entre os homens para a criação do Estado, ou seja, os homens saem do ESTADO DE NATUREZA e se dirigem ao ESTADO CIVIL ao transferir seus poderes junto com outros os homens para um homem ou uma assembleia de homens para manter a paz.

3.3 O Estado de natureza

O Britânico Hobbes afirma que os homens são egoístas “homo homini lupus” “o homem é lobo do homem”, pois os homens estão em constante guerra entre si “bellum ominum contra omnes” a “guerra de todos contra todos”.
Neste estado de natureza cada homem sobrevive com medo de perder a própria vida

3.4 Como evitar a guerra de todos contra todos?

Para evitar a guerra o homem utiliza a razão para realizar a paz e manter a vida, descobrindo as leis gerais que protegem a vida (LEI NATURAL) que nascem da razão humana.

3.5 O Estado Civil

Os seres humanos pactuam entre si para viver em paz, transferindo seus direitos ao Leviatã (Estado) que é representado por um ou uma assembleia de homens.


4. O Espírito das Leis (Montesquieu 1689 – 1755)

Montesquieu foi um dos grandes teóricos do liberalismo político de sua época além de jurista, diplomata etc...

4.1 O Espírito das Leis

• Analisa as causas da política (como funciona?).
• Através da razão cada povo cria suas leis e normas.
• Pensa vida política inspirado na ciência.

4.2 Os tipos de governo

• REPÚBLICA: poder é do povo.
• MONARQUIA: poder é do rei sob a lei.
• DESPÓTICO: a soberania esta nas mãos de uma pessoa que obedece a sua vontade.

4.3 Os três poderes

• EXECUTIVO: (presidente, governadores e prefeitos) eles executam as leis.
• LEGISLATIVO: (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores) eles legislam em suas câmaras criando as leis.
• JUDICIÁRIO: (magistrados) cabe a eles julgarem os processos nas varias instâncias da justiça.


Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 3. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

OBS. Este resumo é apenas um roteiro para auxiliar nos estudos, portanto complemente com a matéria que foi trabalhada em sala de aula.
Bom estudo!!!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Trabalho para o 4° bimestre (3°E. Médio)

Ola meus querido!!!
Para este 4° bimestre o trabalho será realizado em grupo (5 a 8 pessoas). A atividade a ser desenvolvida será um relatório de leitura do texto “Reivindicar direitos segundo Rousseau” que está no seguinte link: http://www.iea.usp.br/iea/textos/nascimentorousseau.pdf
O trabalho deve conter:
· Capa (Nome da escola, título, série e ano);
· Folha de rosto (Nome da escola, título, nome dos componentes do grupo, seus números em ordem crescente, série e ano);
· Trabalho deve ser manuscrito; mínimo de uma lauda (folha) e máximo uma folha de almaço.
O trabalho será avaliado de 0,0 (zero) a 3,0 (três).
Datas para entrega:
3° A - Dia: 19/10/2009
3° B - Dia: 22/ 10/2009
3° C - Dia: 22/10/2009
3° D - Dia: 22/10/2009

Trabalho para o 4° bimestre (2°E. Médio)

Ola meus querido!!!
Para este 4° bimestre o trabalho será realizado em grupo (5 a 8 pessoas). A atividade a ser desenvolvida será um relatório de leitura do texto “Indústria Cultural revisando Adorno e Horkheimer” que está no seguinte link: http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/211.pdf
O trabalho deve conter:
· Capa (Nome da escola, título, série e ano);
· Folha de rosto (Nome da escola, título, nome dos componentes do grupo, seus números em ordem crescente, série e ano);
· Trabalho deve ser manuscrito; mínimo de uma lauda (folha) e máximo uma folha de almaço.
O trabalho será avaliado de 0,0 (zero) a 3,0 (três).
Datas para entrega:
2° A - Dia: 22/10/2009
2° B - Dia: 19/ 10/2009
2° C - Dia: 19/10/2009
2° D - Dia: 21/10/2009
2° E - Dia: 23/10/2009
2° F - Dia: 19/10/2009
2° G - Dia: 19/10/2009

Trabalho para o 4° bimestre (1°E. Médio)

Ola meus querido!!!
Para este 4° bimestre o trabalho será realizado em grupo (5 a 8 pessoas). A atividade a ser desenvolvida será um relatório de leitura do texto “Etnocentrismo e Relativismo cultural” que está no seguinte link: http://www.unicap.br/Pe_Paulo/documentos/etnocentrismo.pdf .
O trabalho deve conter:
· Capa (Nome da escola, título, série e ano);
· Folha de rosto (Nome da escola, título, nome dos componentes do grupo, seus números em ordem crescente, série e ano);
· Trabalho deve ser manuscrito; mínimo de uma lauda (folha) e máximo uma folha de almaço.
O trabalho será avaliado de 0,0 (zero) a 3,0 (três).
Datas para entrega:
1° A - Dia: 20/10/2009
1° B - Dia: 21/ 10/2009
1° C - Dia: 19/10/2009
1° D - Dia: 20/10/2009
1° E - Dia: 20/10/2009
1° F - Dia: 20/10/2009
1° G -Dia: 20/10/2009

sábado, 3 de outubro de 2009

Texto sobre o aborto

As máscaras da defesa do aborto

Cresce cada vez mais em nossa sociedade o discurso em favor do aborto. O Projeto de Lei 1135/91 pretende revogar o artigo 124 do Código Penal que proíbe o aborto. Às vezes, os argumentos parecem muito exatos e deixam alguns sem resposta. A partir do Texto Base da CF 2008, podemos responder aos principais argumentos que defendem o aborto da seguinte maneira:
1. Eles defendem o aborto dizendo que anualmente morrem milhares de mulheres por causa de abortos clandestinos.
Não é verdade! Em primeiro lugar, é lamentável que uma única mulher morra por causa de uma gravidez rejeitada, mas os números divulgados chegam a ser escandalosamente equivocados. De acordo com um órgão de base de dados público (Datasus) os números variam entre 70 a 108 mortes. Percebe-se a má fé em divulgar números tão altos para sensibilizar a opinião pública.
2. Eles defendem o aborto dizendo que, não sendo mais proibido, acabaria diminuindo os números de aborto no país.
Não é verdade! Nos paises em que foi legalizada a prática do aborto, os números aumentaram gigantescamente. Na Inglaterra, passou de 49.829 em 1969 para 185.416 abortos em 2002; um aumento de 700%. Na Espanha o aumento foi de 18.196%: em 1986 foram praticados 467 abortos e em 2004 foram praticados 84.985.
3. Eles defendem o aborto dizendo que sendo legalizado e o SUS o realizasse, não se gastaria tanto dinheiro público com o socorro dos abortos clandestinos que necessitam de curetagem uterina.
Não é verdade! Sendo aprovada a legalização do aborto e se sua realização ficar a cargo do SUS é certeza que aumentarão todos os gastos. Simplesmente os números mostrados acima já indicam essa tendência.
4. Eles defendem o aborto dizendo que deve ser legalizado, pois a lei não é obedecida nem a pena legal pelo aborto é imputada a quem os pratica.
Não tem cabimento revogar uma lei porque nem sempre ela é cumprida. O que fazer então com a lei que proíbe o furto e o roubo? Eles ocorrem diariamente. O que fazer com a lei que proíbe o homicídio? Homicídios ocorrem todos os dias. Esse argumento é fraco e nos empurra para a anarquia.
5. Eles defendem o aborto dizendo que as crianças que nascem sendo rejeitadas pela mãe têm uma grande tendência a ser violentas. A legalização do aborto diminuiria a violência na sociedade.
Esse argumento é simplista e preconceituoso. A violência na sociedade não depende apenas de alguém se sentir querido pelos pais ou não. Mais ainda, basta observar o noticiário e pode-se constatar que muitos que praticam violência e crimes hediondos não foram crianças rejeitadas pelos pais.
6. Eles defendem o aborto dizendo que nem todas as crianças que nascem terão condições de se desenvolverem plenamente, seria melhor morrer no útero que na sociedade, passando fome.
Esse argumento é dos mais terríveis e vazios. A fome e a miséria não são frutos do acaso, mas conseqüência do modo egoísta como nossa sociedade está organizada. Além do mais, tal afirmação colocaria nos pais a responsabilidade pela fome de seus filhos, e levaria a sociedade a se esquecer de compromissos como justiça social e igualdade de direitos. Resumindo, só os ricos poderiam ter filhos...
7. Eles defendem o aborto dizendo que é um “mal necessário” para que a mulher alcance sua igualdade perante os homens.
É um grande equívoco. O aborto deixa na consciência das mulheres um trauma que nem o tempo as permite superar. Olhar a si própria e lembrar-se que cometeu um crime dentro de si mesma não faz nenhuma mulher se sentir dona de sua vida, senhora de seus direitos.

Pe. Cleiton Viana da Silva
Pároco da Paróquia São Francisco de Assis – Ferraz de Vasconcelos
Mestre em Bioética pelo Centro Universitário São Camilo - SP

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Filosofia e o Homem

Qual é o papel da Filosofia em nosso século? Será ela útil ou inútil? Para respondermos a está indagação voltemos alguns séculos atrás, precisamente ao século VI a. C. na Grécia Antiga, para recontarmos o nascimento de tal nobre arte.
Antes do surgimento da Filosofia a cultura grega buscava respostas para seus questionamentos sobre o universo, sobre si, sobre o transcendente em seu discurso mítico-religioso, até um primeiro momento estas respostas eram suficientes para o homem grego, mas a medida, em que, a cultura e a economia foram crescendo e o contato com os outros povos a religião deixa de satisfazer os anseios homem.
É neste cenário que a Filosofia tem seu florescimento nas colônias Jônicas, principalmente em Mileto; ela passa a fazer parte da história da humanidade a partir do instante que o homem não consegue respostas para algumas perguntas que envolvem a geração e a corrupção dos seres, sobre o que é o homem e o Ser enquanto é, e os meios usados para responder tais questões não atendem mais as expectativas do homem grego.
Passado este assombro inicial do homem com o maravilhar do mundo, a Filosofia passa a ser praticada no continente precisamente em Atenas tomando uma dimensão ética e antropológica, pois o homem grego passa a preocupar-se com a coisa pública devido a democracia que era fruto da Pólis (Cidade- Estado) e com Sócrates, Platão e Aristóteles o foco da Filosofia passa a ter um caráter mais humano em que protagoniza uma busca ética (virtude) e política.
Como a passar dos séculos no período medieval a Filosofia passa a ter como companheira o cristianismo nas figuras de Agostinho até Tomas de Aquino que de certa forma tentaram unir o pensamento cristão com a racionalidade filosófica, no final da idade média e inicio do modernismo a filosofia é levada ao extremo com o fundador do empirismo Francis Bacon e com o racionalismo cartesiano (Descartes).
Neste período o homem quer uma maior independência buscando exatidão nas coisas iniciando um processo revolucionário tendo como pano de fundo o surgimento das ciências empíricas “especificas” e tão precisas como a matemática e sua valorização através do movimento humanista, mas será com Kant e Hegel que o filosofar abrirá novos rumos, o primeiro questionando as possibilidades e os limites da razão separando em realidade fenomênica e noumênica, e o segundo colocando a realidade em uma fenomenologia do Espírito Absoluto em que, o Espírito “pensamento” toma consciência de si mesmo.
Agora a Filosofia vai se desligando de sua gama metafísica, abrindo espaço para o século XIX e XX em que o processo filosófico ganha uma nova roupagem materialista com Marx, niilista com Nietzsche desvalorizando os valores da modernidade, a razão instrumental com os filósofos da Escola de Frankfurt, a hermenêutica de Paul Ricoeur, os lógicos como Wittgenstein e Frege.
A Filosofia é um movimento que banha toda a história da civilização ocidental que tem seu valor questionado as criações e os axiomas humanos, talvez ela não é útil em nosso século, pois pensar com critérios seja privilégio para poucos, mas digamos que ela é uma ferramenta útil para fazer o homem olhar para si “Nosce te ipsum” - Conhece-te a ti mesmo.